17 de abril de 2024
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GOLPISTA!

Jair Bolsonaro teve crises de choro e pensou que seria preso no Carnaval

Ex-mandatário perde apoios cruciais para manifestação na Paulista

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Durante o período do Carnaval, Jair Bolsonaro, do PL, passou por momentos de "alta tensão", como mencionado por Bela Megale do jornal O Globo, devido à preocupação com a possibilidade de ser preso em razão de diversos crimes pelos quais é acusado. Relatos de aliados políticos indicam que Bolsonaro teve crise de ansiedade e chorou dizendo que acabaria na prisão, especialmente após Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ter sido preso por posse ilegal de arma e uma pepita de ouro.

De acordo com informações do partido, Bolsonaro chorou em desespero ao comentar a prisão de Valdemar em um determinado momento. Para acalmar o ex-presidente, seus assistentes trabalharam na tranquilização.

Pessoas próximas a Bolsonaro entraram em contato com contatos no meio jurídico, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF), para avaliar a possibilidade de sua prisão. Foram informadas de que não havia planos de emitir um mandado de prisão durante o feriado.

Foi somente na segunda-feira que Bolsonaro começou a se sentir mais sereno, pelo menos durante as conversas com correligionários do PL.

Como mostramos aqui no MS Notícias, o ex-presidente golpista e seus aliados foram delatados por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens que quando preso, fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF).  

SEM APOIO

A estratégia atual dos radicais está focada em realçar a popularidade de Bolsonaro em eventos como a manifestação que ele convocou. Os aliados do ex-presidente acreditam que essas ações possam demonstrar ao Judiciário as consequências que a possível prisão de Bolsonaro poderia acarretar. O único e crucial problema nessa estratégia, é que Bolsonaro não tem mais apoio nem mesmo de aliados de primeira hora como a ex-ministra e agora senadora Tereza Cristina (PP-MS), que já disse que não vai a tal 'manifestação'. Também já confirmou que está fora a ex-ministra Damares Alves. 

OPERAÇÃO TEMPUS VERITATIS

Como mostramos aqui no MS Notícias, a PF cumpriu na 5ª feira (8.fev.24), ao menos 33 buscas em dez estados contra generais, coroneis, assessores, aliados políticos e contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Foram presos até quinta-feira (8.fev.24) os seguintes suspeitos:

O STF também autorizou mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar contra os seguintes alvos:

  1. Jair Bolsonaro, ex-presidente; 
  2. Valdemar Costa Neto, presidente do PL – partido pelo qual Bolsonaro disputou a reeleição;
  3. Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022;
  4. Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  5. Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública;
  6. General Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército;
  7. Almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;
  8. General Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
  9. Tércio Arnaud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro e considerado um dos pilares do chamado "gabinete do ódio";
  10. Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro;
  11. Marcelo Câmara, coronel do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro;
  12. Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército.
  13. Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército;
  14. Ailton Gonçalves Moraes Barros;
  15. Amauri Feres Saad;
  16. Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército;
  17. Cleverson Ney Magalhães;
  18. Eder Lindsay Magalhães Balbino;
  19. Guilherme Marques Almeida, coronel do Exército;
  20. Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército;
  21. José Eduardo de Oliveira e Silva;
  22. Laércio Virgílio;
  23. Mario Fernandes;
  24. Ronald Ferreira de Araújo Júnior;
  25. Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros.

As diligências integraram a nova fase das investigações que miram o gabinete do ódio durante o governo
do ex-presidente.

A operação foi chamada de "Tempus Veritatis", que siguinifica: "hora da verdade", em latim.