O esgoto da internet brasileira transbordou novamente, desta vez com a assinatura de Victor Stavale, vulgo "Vicky Vanilla".
O influenciador foi denunciado pela Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE) por racismo, apologia ao nazismo e incitação ao ódio.
O alvo da vez foi o deputado estadual Renato Freitas (PT-PR), perseguido de forma vil pelo extremista.
Em vídeos nas redes sociais, Vanilla referiu-se ao parlamentar negro como "chimpas", uma abreviação repugnante para "chimpanzé".
Além da ofensa direta, o neonazista fez comentários depreciativos sobre o cabelo do deputado, escancarando o racismo recreativo da extrema-direita.
JUSTIÇA NO MURO
O defensor público Kleyner Arley reuniu provas robustas do "tour de ódio" promovido por Stavale.
A ação pede uma indenização de R$ 8,8 milhões e a proibição de conteúdos nazistas.
Contudo, a juíza Kathya Gomes Veloso, embora reconheça a "extrema gravidade", negou o bloqueio imediato das contas.
A magistrada invocou a "liberdade de expressão", o escudo favorito de quem prega a aniquilação do outro, para manter o perfil no ar.
O réu tem 15 dias para se explicar, enquanto seu conteúdo continua circulando livremente.
METAMORFOSE DO FANATISMO
A trajetória de Vicky Vanilla é o retrato do delírio ideológico que contamina o Brasil.
De autoproclamado "Sacerdote Luciferiano", ele se converteu em "católico tradicionalista", abraçando a estética "Deus, Pátria e Família".
Sob esse novo manto "cristão", ele defende a criação de um partido nazista e elogia aberrações como Adolf Hitler e David Duke.
Em 2024, ele já havia sido flagrado armado, ameaçando pessoas, provando que sua "fé" anda de mãos dadas com a violência.
Para Vanilla, "negros são degenerados", uma tese que ele tenta vender como intelectualidade para seus 1.800 seguidores no Telegram.
LIGADO AO MBL
O caso não é isolado e expõe as franjas radicais que orbitam a chamada "direita limpinha".
O deputado Glauber Braga (PSOL) já havia denunciado o flerte do Movimento Brasil Livre (MBL) com esse submundo.
Benjamin Pontes, articulador do partido Missão (do MBL), foi flagrado interagindo e curtindo conteúdos supremacistas de Vanilla.
Quando cobrado, Kim Kataguiri (União Brasil) alegou que as interações foram "sem querer", a velha desculpa de quem é pego no flagra.
Não custa lembrar: o próprio Kataguiri já defendeu, em um podcast de grande audiência, a legalidade de um partido nazista no Brasil.











