10 de abril de 2021
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Magistrado que julga afastamento de vereadores toma decisão, mas “faz mistério” até segunda-feira

Após pedido do MPE (Ministério Público Estadual) para afastar oito vereadores de Campo Grande, o juiz José Henrique Neiva, responsável pelo julgamento, confirmou via rede social na última sexta-feira (20) que já tomou sua decisão a respeito mas fez mistério, publicando que a definição só será conhecida na segunda-feira (23). 

Na publicação o magistrado que atua como substituto na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da Capital, afirma que “não é meu costume comentar a respeito de decisões por mim proferidas em redes sociais. Todavia, como meu nome está sendo mencionado, tenho o dever de informar que já decidi essa questão hoje à tarde. O processo é público e na segunda-feira quem tiver interesse pode examiná-lo, bem como a minha decisão. Meu gabinete está de portas abertas para todos que quiserem maiores esclarecimentos”, diz seu post.

Parlamentares
No pedido do MPE, constam os vereadores Airton Saraiva (DEM), João Rocha (PSDB), Carlão (PSB), Chiquinho Telles (PSD), Vanderlei Cabeludo (PMDB), Carla Stephanini (PMDB), e Paulo Siufi (PMDB). O documento foi protocolado na última quarta-feira (18) na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos, Individuais e Homogêneos e é assinado pelos promotores Thalys Franklyn, Fernando Zaupa, Cristiane Mourão Leal Santos, Tiago Di Giulio Freire e Fabio Ianni Goldfinger.

Motivação

Embora ainda não esteja confirmado oficialmente, a motivação do pedido de afastamento seria por reclamação da vereadora Luiza Ribeiro (PPS) por supostos constrangimentos por parte dos vereadores afastados depois que seu depoimento à Força Tarefa do MPE vazou na imprensa. 
Os promotores citam no pedido feito à Justiça que vereadores não acataram pedidos feitos pelo MPE diante de procedimento de investigação criminal. Segundo petição do MPE, apesar dos indícios de envolvimento dos vereadores em esquema ilícitos eles continuaram atuando na Casa uma vez que presidente em exercício se recusou a afastá-los. Outro motivo seriam indícios de envolvimento dos vereadores Chiquinho Telles, João Rocha e Cabeludo em atos ilícitos e participação deles na Comissão de Ética da Casa que apura quebra de decoro dos parlamentares investigados na Coffee Break.