19 de junho de 2021
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Mario Cesar diz que Câmara tem que auxiliar a governabilidade da Capital

Evitando permitir uma guerra declarada que divida a Câmara ainda mais, o presidente da Mesa Diretora, Mario Cesar, em seu discurso pediu que os vereadores, sem abandonarem suas posições, dêem um voto de confiança ao prefeito Gilmar Olarte

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O presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campo Grande, Mario Cesar (PMDB), fez uso da tribuna para pedir aos vereadores que dêem uma trégua, sem abandonarem suas posições, ao prefeito Gilmar Olarte (PP). Sem deixar de tecer críticas à atual administração, Mario Cesar lembrou que os dois últimos anos da política da Capital foram extremamente conturbados e que a população merece que os vereadores busquem auxiliar o atual prefeito pela governabilidade.

Lembrando que Olarte, durante sua visita à sessão de abertura, demonstrou que pretende desenvolver, a partir deste ano, uma série de projetos que retirem Campo Grande do marasmo e estagnação administrativo, o vereador entende que o papel principal da Câmara passa a ser de, através de cobrança, fiscalização e orientação, auxiliar que o prefeito exerça pressão sobre seu secretariado para que abram um canal de diálogo com o Legislativo.

“Se acontecer tudo o que o prefeito falou aqui, vamos viver no melhor mundo que existe. Que ele faça o que está propondo em seus encontros. Se os secretários não se enquadrarem [abrirem um diálogo com os vereadores], que ele os toque de lá [dos postos]. Temos o dever de cobrar, sem discurso de oposição ferrenha, mas nós não merecemos que Campo Grande fique parada como está há dois anos. O discurso do prefeito é bonito, mas a população não tem visto isso”, disse Mario Cesar.

Enfatizando que o discurso da Câmara será de cobrança com maturidade e independência, disse que ira “apertar” o prefeito e toda a sua equipe, afinal há uma diferença entre o que ele fala e o que faz. Concorda que Olarte tem que ser otimista e querer o melhor, mas há um descompasso entre ele e os secretários, “parece que não conversam entre si”, disse Mario Cesar.

Lembrando que o Olarte, quando de sua fala na Câmara não soube responder quando questionado sobre diversas questões relativas à administração, disse que ele precisa estar subsidiado de informação, saber o que acontece em sua administração.

Em aparte, o vereador Paulo Siufi foi mais enfático em suas críticas. “O período de experiência acabou. Tivemos um período de turbulência e não podemos repetir isso. Tem secretário que não atende aos telefonemas dos vereadores, que se acham Deus”.

O líder do prefeito, Edil Abuquerque, em defesa de Olarte disse que a Câmara, antes de arrebentar, tem que ajudar, afinal a Prefeitura tem problemas e o mais importante deles é o “caixa”, e que se o secretariado não se conversa, com o apoio da Câmara o prefeito vai acertar.

Já com a fala de futuro candidato a prefeito nas eleições de 2016 – ou, talvez, prefeito já em 2015, caso Olarte não consiga se desvencilhar de todos os problemas que enfrenta –, Mario Cesar disse que deixou claro para ele [Olarte] como se comportar frente aos diversos problemas, sem enfraquecer seu secretariado. “Chama o secretário e equaciona soluções com ele, sem que os fragilize quando impõe uma intervenção nas suas pastas.