28 de novembro de 2020
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Movimentos Sociais vão ao MPF pedir cancelamento de leilão da reisistência

Movimentos sociais e lideranças indígenas protocolaram nesta tarde no MPF (Ministério Público Federal) um pedido de cancelamento da realização do Leilão da Resistência organizado pelos produtores rurais de Mato Grosso do Sul para angariar recursos para custear a contratação de equipes de segurança privada ano intuito de proteger suas propriedades das invasões dos índios.Segundo o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores da educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botarrelli, o objetivo do pedido é evitar o derramamento de sangue. “Estamos preocupados com a segurança das pessoas, dos índios, pois, conforme vimos divulgado na mídia, os produtores estão fazendo este leilão para financiar uma milícia que vai derramar sangue no Estado”, afirma Roberto. Participaram da entrega 30 entidades de movimentos sociais e sindicatos. Entre elas destacam-se a CUT (Central Única dos Trabalhadores), Fetems, MST (Movimento Sem Terra), além de lideranças indígenas e representantes da Funai (Fundação Nacional do Índio). Para o líder do Movimento Coletivo Terra Vermelha, Luciano Albano, o MPF precisa agir imediatamente para evitar novas tragédias. Luciano explica que o procurador substituto Rodrigo Timóteo da Costa e Silva recebeu de prontidão o documento e se comprometeu a agendar uma reunião entre o grupo e o Procurador da República responsável Emerson Kalif Siqueira que, estava em audiência por isso não recebeu o documento, para amanhã. “Acho que todos, até o mesmo o procurador, estamos preocupados com a possível formação de milícia depois desse leilão”, declarou Luciano. Para o educador popular, membro do Conselho do Povo Terena, Dionedison Terena, a situação se agravou a partir do momento em que os índios passaram a ser ameaçados publicamente pelos produtores rurais. “O próprio presidente da Acrissul, Francisco Maia, afirmou na imprensa que os produtores estão se armando contra os índios, por isso precisamos nos defender”. A preocupação do educador aumentou depois da invasão dos produtores rurais à sede da Funai em Campo Grande. O líder terena afirma ter sido agredido e ameaçado por um grupo de produtores durante o protesto realizado na manhã de ontem. Além das lideranças de movimentos sociais e sindicalistas, o vereador e ex-governador Zeca do PT também participou da entrega do documento. Heloísa Lazarini e Diana Christie