28 de novembro de 2021
Campo Grande 32º 21º

Na tentativa de esvaziar impeachment, Dilma vai pagar R$ 57 bilhões das pedaladas fiscais

A- A+

A presidente Dilma Roussef (PT) decidiu nesta segunda-feira (28) pagar as pedaladas fiscais com valor total de R$ 57 bilhões. O objetivo de pôr em dia as contas do governo é derrubar o principal argumento que justifica pedido de impeachment contra petista.

Depois de algumas de reuniões com novo ministro da fazenda Nelson Barbosa, Dilma recebeu sinal verde para anunciar pagamento. Conforme informações do jornal Estadão, Barbosa garantiu a Dilma que mesmo com pagamento das pedaladas, o governo ainda fechará ano dentro do limite de déficit previsto em lei. Participaram da reunião além de Barbosa, os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, do Planejamento, Valdir Simão, e da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini.

As pedaladas são dívidas do governo com bancos: BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e também ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Conforme Lei Orçamentária, somados manobras mais o déficit fiscal, o governo pode encerrar ano com rombo de até R$ 108,8 bilhões. Na reunião desta segunda-feira (28), ministros garantiram a Dilma que isso será possível cumprir mesmo pagando todas as pedaladas.

Até novembro, o déficit do governo foi de R$ 54,3 bilhões. Como a lei determina que o déficit deve ser de, no máximo, R$ 51,8 bilhões, será preciso que em dezembro das contas do governo apresentem um superávit de pelo menos R$ 2,5 bilhões, o que, conforme equipe econômica, será possível e mesmo somado ao pagamento dos R$ 57 bilhões das pedaladas, o governo encerra ano com contas em dia sem infringir lei.

Do total dos R$ 57 bilhões de pedaladas, o governo já autorizou pagamento, na semana passada, de R$ 10,1 bilhões ao BNDES e outros R$ 15,9 bilhões ao FGTS. Os R$ 31 bilhões restantes serão pagos da seguinte forma: R$ 1,5 bilhão por meio da emissão de títulos públicos entregues ao Banco do Brasil; R$ 29 bilhões restantes serão pagos ao BNDES, Caixa e também ao Banco do Brasil até dia 30 deste mês.