19 de junho de 2024
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ANASTÁCIO (MS)

Pré-candidato Douglas Figueiredo é preso após 9 dias do assassinato de Dinho Vital

Juiz autorizou busca e apreensão e o Gaeco localizou um arsenal na casa do político tucano

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Ex-prefeito e atualmente pré-candidato a prefeito em Anastácio, Douglas Melo Figueiredo (PSDB), foi preso nesta 6ª.feira (17.mai.24), 9 dias após o assassinato do ex-vereador anastaciano Wander Alves Dinho Vital, executado aos 40 anos. 

Como mostramos aqui no MS NotíciasDinho foi alvejado a tiros em 8 de maio por policiais militares que atuavam como capangas de Douglas. O assassinato ocorreu após muita bebedeira numa festa em celebração aos 59 anos da cidade, local em que o prefeito Nildo Alves de Albres (PSDB) anunciou Douglas como seu pré-candidato à sucessão, gerando revolta em Dinho.  

O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu Douglas e investiga os dois policiais militares (capangas): Valdeci Alexandre da Silva Ricardo e Bruno César Malheiros dos Santos.

As buscas foram realizadas nos endereços residenciais e comerciais do pré-candidato e dos PMs.

O juiz Luciano Pedro Beladelli, da 1ª Vara da Comarca de Anastácio, em processo de homicídio qualificado, expediu apenas mandado de busca e apreensão contra os três, mas Douglas acabou preso em flagrante por posse ou porte ilegal de arma de fogo. Isso, porque, conforme o Gaeco, foi encontrado um arsenal na casa do pré-candidato, incluindo duas carabinas, calibre 22 e 38, e uma pistola 9 milímetros, além de um carregador e 14 munições. O armamento estava oculto em móveis de um dos quartos da casa do pré-candidato. 

Até o momento, a defesa do pré-candidato não se pronunciou sobre o assunto.

O MS Notícias apurou, com a publicação de áudios, que os PMs acusados do assassinato de Dinho integravam uma equipe de 'segurança' de Douglas, no entanto, os militares negam essa associação.

Dinho foi assassinado a tiros às margens da BR-262, próximo a Chácara do Gaúcho, local de eventos onde ocorria a festa de celebração do aniversário de Anastácio.  

Embora os policiais militares tenham alegado legítima defesa, a investigação aponta que um dos disparos atingiu Dinho pelas costas. "Os militares foram afastados das atividades, por motivo de licença médica, devido ao abalo emocional provocado pelos eventos", informou a PM em nota.