16 de agosto de 2022
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ELEIÇÕES 2022

Sem bandeira "chave", Bolsonaro deteriora e Lula dispara, revela Quaest

A 2 meses das eleições presidenciais no Brasil

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Sem a bandeira chave: "anticorrupção", Jair Bolsonaro (PL), será aniquilado por Lula (PT) no 1º turno das eleições de 2022, mostra a pesquisa Genial/Quaest desta quarta-feira (3.ago.22). A íntegra.  

Há 2 meses do pleito, Lula tem 44% das intenções de votos. Jair Bolsonaro (PL), com 32%.

Ciro Gomes (PDT) perdeu ainda mais força, ficando com 5%; André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB) seguem estagnados nos 2%; e Pablo Marçal (Pros) tem 1%. O gráfico: 



Seis nomes incluídos na pesquisa não pontuaram: Felipe d’Avila (Novo), José Maria Eymael (DC), Leonardo Péricles (UP), Luciano Bivar (União Brasil), Sofia Manzano (PCB) e Vera Lúcia (PSTU). Bivar desistiu da disputa no último domingo (31.jul.22), colocando no seu lugar a senadora Soraya Vieira Thronicke

Espontaneamente, 33% votam em Lula. 26% votam em Bolsonaro. Nesse modelo, é o próprio entrevistado que diz um nome, sem ser apresentado a uma lista de candidatos. O gráfico:   


Há 3 meses que Lula mantém a liderança dentro da margem de erro. A Quaest analisou que de junho a agosto o petista manteve-se praticamente intacto na liderança, considerando a margem de erro de 2 (p.p). O gráfico:  

Levando em consideração somente os votos válidos — o que exclui brancos e nulos – Lula teria 51% e poderia vencer no 1ºturno, marcado para 2 de outubro, dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou face a face 2 mil pessoas entre os dias 28 e 31 de julho. 

LÍDER POR REGIÃO NO BRASIL

Lula lidera a preferência eleitoral nas 3 regiões do País, no Nordeste tem 61% de preferência do eleitorado; no Sul tem 41%; no Centro-Oeste lidera com 40% e no Norte, lidera com 40%¨. Lula empata com Bolsonaro a preferência eleitoral do Sudeste, lá eles têm 37% das intenções de votos (cada). O gráfico: 

POR GÊNERO 

46% das mulheres entrevistadas pela Quaeste disseram que preferem Lula como presidente nas eleições de 2022. Já no público masculino, 43% querem Lula presidente em 2022. Mulheres (28%) e homens (36%), querem a reeleição de Bolsonaro. Querem outros representantes eleitos em 2022, mulheres (13%), homens (11%). O gráfico: 

AVALIAÇÃO

No Brasil, 43% da população avalia o governo Bolsonaro como negativo; 27% acham regular e 27% acham positivo.

No Centro-Oeste, a mesma avaliação do Brasil se repete. Já no Nordeste, uma das maiores regiões do País, 49% acham o governo Bolsonaro "negativo"; 28% acham positivo; e 27% acham regular.

A maior rejeição a Bolsonaro está no público feminino. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2019, mostra que o número de mulheres adultas no Brasil é superior ao de homens. A população brasileira há 3 anos já era composta por 48,2% de homens e 51,8% de mulheres. Esse número aponta que o voto feminino será decisivo nas eleições de 2022. 

 A Quaest também mostrou que o público católico é o que menos "passa pano" para a gestão bolsonarista. 49% dos católicos avaliam o governo Bolsonaro como negativo. Entre os evangélicos, o número dos que avaliam o governo como 'negativo' é de 31%. O gráfico: 

Entre o eleitorado que recebeu o Auxílio Brasil, Bolsonaro teve uma melhora de performance. De 53% que achavam o governo negativo, agora são 39% que acham o governo negativo. Já entre os que não receberam auxílio, 44% acham o governo negativo. O gráfico: 

47% dos entrevistados disseram que o governo Bolsonaro conseguiu ser "pior do que esperavam". 30% acham que o governo não foi "nem melhor e nem pior do que esperavam". Apenas 22% disseram achar o governo "melhor do que esperavam". O gráfico: 

POR CLASSE SOCIAL 

45% daqueles que recebem mais de 5 salários mínimos (R$ 6,6 mil por mês), disseram que votam em Bolsonaro no 1º turno. Entre os mais abonados, 32% votam em Lula no 1º turno.  

Entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos, 42% votaram em Lula no 1º turno; nessa faixa social, 33% afirmaram que votam em Bolsonaro no 1º turno.  

Já entre a população que ganha até 2 salários mínimos (R$ 2,4 mil por mês), 53% desse eleitorado disse que votaria em Lula no 1º turno. Nesse público, apenas 25% pretendem votar em Bolsonaro. O gráfico geral:

POR RELIGIÃO 

A pesquisa optou por dividir-se os entrevistados no tópico em: "Católicos" e "Evangelicos". 

51% dos católicos disseram que votam em Lula no 1º turno; 27% dos católicos disseram que vão votar em Bolsonaro.  

Entre os evangélicos, 48% disseram que vão votar em Bolsonaro; nesse público, Lula tem 29% das intenções de votos.  

Católicos e Evangélicos que vão votar em outros candidatos são 11% (cada). O gráfico geral: 

DECIDIDOS E INDECISOS 

A Quaest também observou que 65% dos eleitores estavam convictos de seus votos. Outros 33% podem mudar "caso algo aconteça". O gráfico: 

Os votos para Lula (78%) e Bolsonaro (73%) não devem mudar até 2 de outubro. Já na chamada "terceira via", 66% dos eleitores dessa ala podem "mudar o voto caso algo aconteça". O gráfico: