28 de fevereiro de 2021
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Suposta visita de vereador ao Gaeco seria para justificar movimentações financeiras

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No dia 27 de setembro deste ano, surgiu notícia que vereador Carlão (PSB) teria ido ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) para fazer visita informal.

Na época, o Gaeco confirmou a visita do vereador, porém explicou que não o ouviu, pois o parlamentar não havia sido convocado oficialmente, portanto, não havia necessidade de depoimento. Em entrevista ao MS Notícias, no dia 28 de setembro, Carlão disse que não chegou a ir até sede do grupo, mas que de fato, gostaria de ter conversa informal.

"Quero pegar algumas informações sobre o andamento das investigações, prazos. Estou pronto para colaborar com as investigações, estou à disposição, eles não me retornaram se será hoje (28) ou amanhã (29). Eu quero ir, mas dependo da agenda deles, pois estão muito corridos”, disse o vereador.?

Porém, novas informações surgiram em relação à misteriosa visita. Segundo informações, ainda não confirmadas oficialmente pelo Gaeco, o motivo verdadeiro da visita, seria, supostamente, a tentativa do vereador de justificar movimentações financeiras identificadas pelo Gaeco durante Operação Coffee Break. O Gaeco, entretanto, não teria ouvido Carlão pois o suposto fato não seria pertinente à investigação neste momento.

Carlão garante que não há nada disso. "São informações equivocadas", diz o vereador, que reiterou que não foi ao Gaeco no dia 27. "Nunca fui falar disso, nunca me chamaram. Apesar de eu revender carros, tratores usados, minha movimentação financeira sempre foi dentro do meu limite do banco", afirma Carlão. 

Conforme dados do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), em 2012, durante eleições municipais, Carlão declarou possui R$ 126.740,55 mil em bens, e o limite de gasto de sua campanha informado ao TRE-MS foi de R$ 700 mil. 

Coffee Break 

O vereador está entre os nove parlamentares investigados pelo Gaeco na Operação Coffee Break que apura se houve compra de votos para cassar prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) em 2014. Esta semana, o Gaeco pediu afastamento do vereador à Justiça por entender que Carlão entregou ao órgão celular de número novo, que não seria o mesmo usado na época da cassação de Bernal.

Carlão afirma que entregou celular que usava na época, uma linha que possui há quarto anos.