26 de outubro de 2020
Campo Grande 27º 22º

Tendo Nelsinho e Simone, PMDB não precisa de dote petista, garante Puccinelli

Ao que tudo indica a reunião que aconteceu em Brasília, na última quinta-feira, entre o governador André Puccinelli (PMDB) e o chefe da Casa Civil Aluizio Mercadante pode alterar os rumos da disputa política sul-mato-grossense antes mesmo de partidos como PMDB e PT anunciaram oficialmente seus candidatos a governo do Estado. Puccinelli que reafirmou seu apoio a Dilma, mesmo diante do desgaste entre seu partido e a presidente na esfera nacional, negou que sua preferência pela presidente possa, indiretamente, influenciar na disputa pelo comando do governo estadual e fortalecer a imagem do pré-candidato petista Delcídio do Amaral, que é uma figura extramamente ligada à presidente, em detrimento do pré-candidato do PMDB, Nelson Trad Filho.

"Eu vou votar na Dilma por gratidão. Eu vou fazer campanha para Dilma por gratidão, se ela está no PT, no PSB no PSDB não importa", afirmou André. O governador voltou a declarar publicamente seu apoio a pré-candidatura de Nelson Trad Filho e da vice-governadora Simone Tebet ao Senado, o que não vinha fazendo desde o final do ano passado quando Puccinelli respondia com silêncio sempre que era questionado sobre a sucessão estadual. "Eu voto no diretório para que tenhamos a Simone do mesmo jeito que temos o Nelsinho como os pré-candidatos do partido. Eu não mudei, os outros é que ficam elocubrando sobre nós", declarou.

Puccinelli garantiu que não será candidato ao Senado e se mostrou satisfeito com a proposta de Mercadante em nome do PT, o que para o governador desmitificou a ideia de que seu partido estava à procura de apoio do PT. "O PT que diz que ao PMDB só caberia a vice, agora tá procurando casar conosco e o dote oferecido é a vice e o senado. Vou levar a questão a apreciação do diretório. Meu voto no diretório é que tendo Nelson Trad Filho como pré-candidato e Simone considero que não devemos recurar. Como eu não vou ser candidato ao Senado, esta proposta cabe a quem for candidato a senador e quem quiser ser vice decidir e o diretório terá que aceitar".

Depois de deixar claro que não irá interferir na decisão dos pré-candidatos e do diretório estadual, Puccinelli anunciou que o PMDB irá ofertar a vice-governança e a primeira e talvez ate a segunda suplência. "Além disso, teremos as coligações proporcionais", afirmou André. Questionado se irá colaborar ou até mesmo interferir na composição de alianças, Puccinelli deixou a responsabilidade a cargo do pré-candidato Nelson Trad Filho."O Nelsinho é o pré-candidato, ele é que tem que fazer alianças eu ajudo e sempre ajudei". Em tom de mistério, como de costume, o governador garantiu que os partidos que hoje compõem a sua base de governo permanecerão ao lado de Nelsinho e afirmou que haverá surpresas. " Os partidos que estão na minha base se não todos, a grande maioria ficará na base de Nelsinho e alguns partidos do lado de lá, vocês terão surpresas e eles virão pro lado de cá", finaliza o governador.

                                                                                              Heloísa Lazarini