18 de abril de 2021
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Sem reajuste nos salários há mais de um ano, cabos e soldados aguardam resposta do governador

Após o ano de 2015 sem reajuste, a categoria aguarda até a data base de 1° de maio.

A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul (ACS) encaminhou, no dia 26 de janeiro de 2015, um ofício ao governador Reinaldo Azambuja solicitando audiência para tratar do reajuste dos servidores militares para 2016, e até o momento não obteve nenhuma resposta.

O documento ainda pauta para a reunião outras demandas apresentadas em relatório dos servidores do Poder Executivo, como a verticalização do reajuste dos salários dos servidores. O que significa vincular os reajustes dos maiores salários aos menores, para que haja uma diminuição da diferença entre esses vencimentos. Um Coronel da Polícia Militar, por exemplo, tem um salário de R$ 29.000 por mês enquanto um soldado da PM recebe R$ 3.050 mensais.

Em 2015, após assumir o Executivo, Azambuja negou reajuste a diversas categorias, alegando que o aumento já havia sido antecipado para dezembro de 2014. O presidente da ACS, Edmar Soares da Silva, discorda dessa posição. Ele afirma que o reajuste do ano de 2014, foi referente ao ano de 2013, e não um reajuste antecipado, como teria justificado o governador.

Questionado sobre a possibilidade de a categoria entrar em greve, Edmar disse: “Não trabalhamos com essa possibilidade porque não acreditamos que o Governo do Estado seria capaz de negar os reajustes, após a data base de 1°de maio, dos servidores da  nossa categoria assim como de  todas as demais”.