27 de março de 2026
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'MATADOR'

Alcides Bernal mentiu: ex-prefeito portava ilegalmente arma de fogo

Hipótese de legítima defesa perdeu força

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O ex-prefeito, radialista e assassino Alcides Bernal (Alcides Jesus Peralta Bernal) mentiu. Ele não tinha autorização para portar arma de fogo quando atirou e matou o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, na 3ª feira (24.mar.26), em Campo Grande (MS). 

O revólver calibre 38 utilizado no crime estava com a documentação vencida desde 2019.

A irregularidade levou a Polícia Civil a incluir mais um possível crime no inquérito: o uso ilegal de arma.

Segundo o delegado Danilo Mansur, da 1ª Delegacia de Polícia, o porte de arma de Bernal era válido apenas até 2016.

Desde então, não há registro de nova autorização emitida pela Polícia Federal.

O motivo da perda do direito ao porte ainda não foi esclarecido.

Bernal foi preso em flagrante após se apresentar à polícia. 

Ele foi encaminhado à Depac do Cepol, onde prestou depoimento. No depoimento além de sustentar que possuia posse da arma, Bernal alegou que morava na casa, o que também é contestado pelos investigadores.  

À Polícia Civil, afirmou que agiu em legítima defesa.

Disse que foi avisado sobre uma suposta invasão no imóvel e que reagiu ao se sentir ameaçado.

“Eu dei os tiros e não foi para matar”, declarou durante o interrogatório.

A versão, no entanto, é contestada por testemunha.

O chaveiro que acompanhava Mazzini afirmou que Bernal entrou na casa já apontando a arma.

Segundo ele, não houve tempo para reação por parte da vítima.

A defesa da família sustenta que houve homicídio doloso.

O advogado Tiago Martinho afirma que as imagens indicam que Bernal já entrou atirando.

O delegado responsável pelo caso também declarou que a hipótese de legítima defesa perdeu força com o avanço das investigações.

Outro ponto levantado pela polícia é a situação do imóvel.

De acordo com a apuração, Bernal já não residia na casa, que havia sido adquirida legalmente por Mazzini em leilão da Caixa Econômica Federal.

O caso segue sob investigação.