06 de dezembro de 2021
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Associações se manifestam para prestar solidariedade aos policiais presos após abordagem

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O Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, divulgou uma nota de esclarecimento sobre às três prisões de policiais do 1º Batalhão da Policia Militar na última terça-feira (19).

Em nota o senhor Corregedor Geral Adjunto da Policia Militar de Mato Grosso do Sul, remeteu os Autos do Flagrante lavrado ao Juiz competente, que após análise decidirá sobre o relaxamento ou não da prisão dos três policias, e um Inquérito Policial Militar foi aberto para investigar o caso. Ainda de acordo com a nota todos os procedimentos foram fundamentados legalmente, com previsão no Processo Penal Militar e legislação corrente.

A Associação dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (ASPRA-MS), também publicou uma nota de indignação sobre as prisões dos policiais.

 “Legalmente constituída sob o CNPJ n° 01.464.939/0001-70, com estatuto social registrado no 4º Ofício de Registro de Títulos e Documentos, nesta capital, vem, por meio desta, manifestar indignação e registrar total apoio à equipe policial do Tático do 1º BPM, SD PM Zanardi, SD PM Ivan Luiz e SD PM Larissa, que foram presos na noite de terça-feira (19), após serem ouvidos na Corregedoria da PM/MS, por causa de uma denúncia realizada por um adolescente que evadiu-se da abordagem policial e, após a fuga, denunciou ao órgão Corregedor que estes profissionais o teriam agredido”.

A nota fala ainda que o menor que denunciou os policiais possui passagem policial. “É importante mencionar que o denunciante possui extensa ficha criminal e que a prática de denúncias vazias e infundadas no meio policial, é uma estratégia contumaz utilizada por aqueles que transgridem a lei, para, de alguma forma, desencorajar e desestimular os policiais que labutam no dia a dia combatendo o crime e arriscando suas próprias vidas para manter a ordem e paz de nosso Estado”.

A ASPRA-MS, se diz sensibilizada e resalta que está à disposição para o que for necessário na intenção de ajudar os policias. “Aspra-MS se coloca à disposição dos nossos companheiros junto com seu corpo jurídico para auxiliar no que for necessário. Por fim, reafirmamos nosso compromisso em bem defender os policiais e bombeiros de nosso Estado, buscando valorização e dignidade, sempre com independência e autonomia.

Uma nota também foi publicada pela Associação Beneficente dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais oriundos do quadro de Sargentos do Estado de Mato Grosso do Sul (ABSSMS), manifestando solidariedade aos policiais presos na Capital.

Em nota a ABSSMS entende que a medida adotada foi por demais extrema, já que outras como a instauração de Sindicância ou IPM, menos gravosas que o imediato cerceamento da liberdade, poderiam ser adotadas preservando-se assim princípios constitucionais como o da presunção de inocência e do devido processo legal.

O Presidente da ABSSMS, Thiago Monaco Marques, acompanhado da Comissão de Direitos Humanos da ABSSMS visitou os Policiais Militares no Presídio Militar Estadual, a fim de acompanhar de perto o caso e também colocar a Entidade à disposição, bem como analisar possíveis violações dos Direitos Humanos dos Militares Estaduais.

A prisão

Foi feito denuncia de que três policiais militares lotados no 1º Batalhão da Polícia Militar teriam agredido um menor na noite de terça-feira (19), os policiais foram presos em flagrante.

Segundo informações, policiais faziam ronda em uma viatura quando abordou dois jovens em atitudes suspeita em uma moto, um deles desceu da moto, esse é o menor que teria sofrido a lesão corporal, e o outro fugiu.

A motocicleta foi perseguida, sem sucesso policiais voltaram e abordaram o adolescente, eles queriam que o mesmo os levassem até a residência do fugitivo. De acordo com a denúncia os policiais teriam levado o menor par um local deserto onde ele teria sofrido as agressões para entregar o paradeiro do comparsa.

O menor então teria dado o endereço da própria casa para os policias, uma residência no Jardim Imá. Segundo informações o pai do jovem Silvio Garcia, assim que não avistou mais a viatura ligou no 190 fazendo a denúncia de que seu filho havia sido agredido pelos policiais. Então a Corregedoria da PMMS foi acionada, os policiais negaram a ação, mas acabaram presos. O caso segue em investigação.