17 de abril de 2024
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Medidas cautelares

Deputado Capitão Assumção (PL) é preso pela PF: "Dentro da igreja"

Capitão Assumção foi preso por descumprir medidas cautelares definidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF

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A Polícia Federal prendeu o deputado estadual Capitão Assumção (PL) na noite desta quarta-feira (28/2), no Espírito Santo. O Ministério Público do estado pediu a detenção do político para o ministro do STF Alexandre de Moraes, por descumprimento de medidas cautelares.

Ele prestou depoimento na sede da PF, em Vila Velha, passou por exames no Departamento Médico Legal, em Vitória, e seguiu para o Quartel da Polícia Militar, na mesma cidade. Lá, encontra-se em cela do presídio militar.

Apesar de a PF não apontar o motivo da prisão, tanto o PL, por meio de nota, quanto o presidente do partido no Espírito Santo, Magno Malta, falaram em descumprimento de medidas cautelares.

Em vídeo nas redes sociais, Malta critica severamente a decisão. “Um deputado conservador, do PL, aliado do nosso presidente Jair Bolsonaro, foi levado (…), estava com tornozeleira eletrônica (…) e foi preso dentro da igreja”, contou aos seguidores.

Depois, em nota assinada por Malta, o PL fala de “ativismo judicial”.

“O deputado já enfrentou recentemente busca e apreensão; ele foi obrigado a usar uma tornozeleira eletrônica por supostamente ter cometido ‘crime de opinião’. Será que esse crime se refere à sua oposição à vacinação ou à sua crítica ao ativismo judicial?”, diz o comunicado.

O deputado Marcelo Santos (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, afirmou não ter sido comunicado oficialmente da prisão de Assumção. E que faria um pronunciamento assim que soubesse do teor da decisão.

Capitão Assumção é suspeito de fake news e ataques a ministros do STF

Reeleito deputado estadual em 2022, o parlamentar foi condenado a usar tornozeleira eletrônica em dezembro, após decisão do ministro Alexandre de Moraes. Ele se tornou alvo de operação da PF no Espírito Santo, no Distrito Federal e em outros sete estados, suspeito de participar de atos antidemocráticos e milícias digitais.

Na decisão do STF, ele aparece envolvido com divulgação de fake news e ataques a ministros do Supremo.