20 de abril de 2021
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Investigadas pela PF, empresas são suspeitas de desviar R$ 200 milhões de obras no Rio São Francisco

Na manhã desta sexta-feira (11), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação batizada como Operação Vidas Secas - Sinhá Vitória, que tem o objetivo investigar o superfaturamento das obras de engenharia executadas por empresas em dois dos 14 lotes da transposição do rio São Francisco.

Policiais de diversas regiões do pais estão cumprindo 32 mandatos judiciais, sendo 24 de busca e apreensão, quatro de condução coercitiva e quatro de prisão temporária, que estão sendo cumpridos no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Ceará, São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia.

São aproximadamente 150 policiais federais envolvidos na operação, os investigadores apuraram que empresários do consórcio responsável pela obra utilizaram empresas de fachada para desviar cerca de R$ 200 milhões das verbas públicas destinadas à transposição do rio São Francisco, no trecho que vai do agreste no estado de Pernambuco até a Paraíba. Os contratos investigados, até o momento, são da ordem de R$ 680 milhões.

As investigações apontaram que algumas empresas ligadas à organização criminosa estariam em nome de um doleiro e um lobista que são investigados na Operação Lava Jato.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, fraude na execução de contratos e lavagem de dinheiro.

Operação Vidas Secas - Sinhá Vitória

Representa a mulher do sertão, que não se rende à miséria. Uma personagem descrita no livro Vidas Secas de Graciliano Ramos, como uma mulher forte, que fazia as contas do pagamento recebido do dono da fazenda onde trabalhavam sempre chegando à conclusão de que eram roubados.