25 de maio de 2024
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VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇA

Vídeo: padrasto agride criança de 4 anos em prédio de luxo

Mãe da criança ficou chocada com a violência

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As imagens chocam. Uma criança, acompanhada por um homem, entra no elevador com a mão direita na altura do nariz. Aparentemente ela busca ajeitar a máscara de proteção que usa no rosto. O homem se aproxima, curva-se um pouco, aparenta querer ajudar, abaixa a máscara do rosto do menino e, num gesto de fúria, usa a mão espalmada para empurrar, com força, o rosto do pequeno contra o espelho do elevador. Ele chega a usar o peso do próprio corpo para aumentar a pressão contra a cabeça do garoto, parece querer sufocá-lo. A cena de violência, capaz de indignar imediatamente quem quer que a veja, foi toda flagrada pela câmera de segurança do elevador de um prédio em Niterói. No vídeo é possível ver a data e a hora da agressão: 22 de fevereiro de 2022 às 14h36. 

Em outro momento, no sofá do saguão do prédio, o homem, que seria padrasto do menino, pratica novas agressões contra a criança, desta vez com dois golpes em sequência — uma cotovelada e um soco — contra a cabeça da vítima indefesa. A polícia civil informou por meio de nota que “a 77ª DP (Icaraí) instaurou inquérito e investiga o caso. A delegacia analisa as imagens registradas da agressão e realiza demais diligências para esclarecimento dos fatos”. O primeiro registro do caso teria sido feito à época da agressão, em fevereiro deste ano.

— Sim, mas não foi feito pela mãe nem pela família. E as imagens só foram disponibilizadas hoje. Não sabíamos o teor da agressão — confirmou a delegada Raissa Celles, que não revelou quem fez o registro e porque as imagens não teriam sido entregues na ocasião.

A mãe da criança esteve ontem na 77ª DP acompanhada da advogada. Ao GLOBO ela disse que só soube das imagens ontem e espera que seja feita justiça.

— Eu tive acesso total a essas imagens agora, foi ontem. Eu fiquei desesperada, uma sensação de impotência, não sei nem explicar. Eu espero que seja feita Justiça, em breve.

Segundo ela, embora sofresse agressões físicas e psicológicas por parte do companheiro — contra quem move processo por “maus tratos” na Justiça — não percebia comportamento agressivo dele contra as crianças. O casal tem uma filha com um ano de idade.

— Ele era supercarinhoso com as crianças, normal botar de castigo, corrigir, mas nada desse tipo. Eu fique impactada, não sabia que estava vivendo com um monstro desses — afirmou.

FONTE: O GLOBO.