29 de maio de 2024
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Caetano e Bethânia falam sobre o impacto assim que souberam da morte de Gal Costa

Era uma amizade de mais de 40, 50 anos.

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Caetano Veloso e Maria Bethânia ainda estão impactados com a morte de Gal Costa. Em 1976, em plena ditadura militar e juntamente com Gilberto Gil, os quatro se apresentaram pela primeira em um show como os Doces Bárbaros, e desde então nunca mais se separaram. Era uma amizade de mais de 40, 50 anos.


Em entrevista à repórter Renata Ceribelli, do “Fantástico”, da TV Globo, Caetano e Bethânia falaram sobre Gal. “A nossa história é amor da cabeça aos pés”, disse o cantor e compositor.

Aliás, foi Caetano quem apresentou Gal à irmã. “Foi amor à primeira vista, eu me apaixonei na hora que eu conheci Gal. Primeiro que era soteropolitana, não era do interior lá do sertão nem de Santo Amaro. Então ela tinha todo um jeito diferente, era muito charmosa, muito quieta, sabida”, comentou Bethânia.

“Ela não era uma pessoa da fala assim, o negócio dela era mais cantar e se mover”, contou Caetano. O último encontro de Caetano e Gal foi no “Altas Horas”. O Serginho [Groisman] a convidou sem me avisar, pra ser uma surpresa. Eu fiquei emocionadíssimo. Chorei na hora.”


“Logo que a notícia foi divulgada e vocês apareceram na televisão, deram o primeiro depoimento muito impactante, a emoção de vocês transbordou pra todos nós. Como é que vocês estão fazendo pra lidar com essa tristeza?”, perguntou Ceribelli.

“A gente está aprendendo ainda”, disse Caetano. “Eu falei pra Caetano assim, é como uma mesa estabilizada e tira uma perna. Desequilibra. Tudo fica muito desequilibrado. Bambeia. Até você entender, e o esforço a ser feito para que os três pés que restam se mantenham é muito grande, demora, não é rápido”, emendou Bethânia.

“Gal era madrinha do meu filho mais velho, do meu primeiro filho, Moreno. Ficamos conversando a noite toda e Moreno começou a me ensinar a lidar com essa nova realidade, porque é outro mundo. O mundo sem Gal é outro mundo”, disse Caetano.