21 de abril de 2021
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Moeda de R$ 1 pode valer até R$ 200 no mercado colecionador

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Pesquisa realizada pelo Banco Central, aponta que uma em cada quatro moedas produzidas pela Casa da Moeda deixou de circular no país, seja esquecida em gavetas, perdidas nos cantos dos sofás ou guardadas nos cofrinhos, cerca de 5,134 bilhões de moedas fora de circulação. Para as moedas que estão em circulação, alguns exemplares se tornam raros deixando a numismática (estudo e colecionismo de moedas) ainda mais forte para alguns modelos que tiveram pouca tiragem.

Dependendo da quantidade de exemplares produzidas, metal utilizado na cunhagem, ano, estado de conservação e o tipo da imagem impressa são fatores que tornam a moeda um exemplar raríssimo, podendo chegar  até 700 vezes o seu valor monetário. Em 1998 foi lançada a moeda de R$ 1 em comemoração ao cinquentenário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e em sites de comércio eletrônico o exemplar varia de R$ 50 a R$ 200. Neste caso, foram produzidas 600 mil unidades em um total de 3 bilhões de moedas, o que  a torna uma raridade.

O lançamento de moedas comemorativa pelo Banco Central, tornou o comércio entre colecionadores interessante, onde moedas que eram ignoradas pela maioria da população passaram a ser garimpadas no meio numismático. Neste ano nove modelos comemorativos foram lançadas, uma em comemoração aos 50 anos do BC e o restante relacionadas às Olimpíadas de 2016.

Segundo o colecionador, comerciante e diretor de divulgação da Sociedade Numismática Brasileira, Edivan de Oliveira Lima "a tiragem delas é pequena, de no máximo 20 milhões, e atletas, jornalistas e turistas que visitarem o país vão querer levar como recordação", avalia ele, dizendo que toda iniciativa de cativar o colecionador contribui no aumento da procura pelas moedas.