28 de maio de 2024
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CULTURA | MS

Prefeitura e Governo se unem para realizar Campão Cultural de R$ 12 milhões

Durante a cerimônia nesta manhã foram confirmadas as atrações nacionais

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O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), anunciou nesta terça-feira (13.set.22) na governadoria, em Campo Grande (MS), a 2ª edição do Festival Arte e Cultura de MS – Diversidade e Cidadania – Campão Cultural, que será realizado de 8 a 15 de outubro no Armazém Cultural, praças e a bairros da Capital.

Neste ano, o festival com custo total de R$ 12 milhões, será uma realização do governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Cidadania e Cultura de MS (SECIC) e Fundação de Cultura de MS (FCMS), com co-realização da Prefeitura de Campo Grande, através da Secretaria de Municipal de Cultura e Turismo (SECTUR). 

Azambuja disse que a 2ª edição do festival vem para celebrar também o aniversário de Mato Grosso do Sul. “É mais a consolidação, né? É o 3º grande festival já consolidada no Mato Grosso do Sul, começou ano passado, que é o Campão Cultural, agora finca realmente os pés, definitivamente, com uma das grandes atrações dos festivais sul-mato-grossense. Vem numa época, que a gente comemora a divisão do estado, os 45 anos com uma diversidade cultural enorme, vai percorrer todas as regiões de Campo Grande, então, vai estar presente em todas as regiões levando cultura, cidadania, diversidade, atratividade plurais, artistas locais, artistas nacionais, culinária, artesanato, cinema, arte, cultura, literatura ... então, isso é o que? É mais um dos grandes festivais agora perpetuando no Mato Grosso do Sul nos pós retomada”, discursou.

Governador de MS apresenta 2ª edição do Campão Cultural. Foto: Tero Queiroz Governador de MS apresenta 2ª edição do Campão Cultural. Foto: Tero Queiroz 

O governador também considerou: “Nós tivemos anos difíceis da pandemia, paralisamos os festivais existentes, a América do Sul, o Festival de Inverno de Bonito e agora retomamos nesse ano com força total e eu não tenho dúvida do sucesso do Campão. Já foi um sucesso no ano passado e eu não tenho dúvida pela diversidade e atratividade que será um grande sucesso de público e principalmente de opções ao campo-grandense, ao sul-mato-grossense, para juntos a gente comemorar os 45 anos de Mato Grosso do Sul”, completou.

Esse é o secretário de Cultura  e Turismo de Campo Grande, Max Freitas, ele celebrou a união com governo para realização da 2ª edição do festival Campão Cultural. Foto: Tero QueirozEsse é o secretário de Cultura e Turismo de Campo Grande, Max Freitas. Ele celebrou a união com governo para realização da 2ª edição do festival Campão Cultural. Foto: Tero Queiroz

O secretário de Cultura e Turismo de Campo Grande, Max Freitas, esteve na cerimônia representando a prefeita Adriane Lopes (Patriota) e destacou a unidade para a realização deste festival. "É um evento conjunto, prefeitura, Sectur e governo do estado. Eu acho isso tão importante neste momento político que passamos para mostrar que o único de ligação que conseguiu unir as diferenças foi a Cultura", definiu. A administração de Lopes é aliada do adversário político de Azambuja, Marquinhos Trad e recentemente ocorreram atritos entre a prefeita e o governador. Veja AQUI.  

De acordo com o secretário, além de parte da estrutura é tecnicos, a prefeitura está oferecendo os espaços, um deles é o Armazém, único prédio público que pertence à cultura da cidade. "O local será o mesmo da 1ª edição, o mesmo que fomenta a nossa cultura campo-grandense de fortalecimento e de história. O Armazém Cultural, a Esplanada Rodoviária, sim tem uma grande utilidade, tem uma grande funcionalidade para o campo-grandense, para todos os sul-mato-grossenses e para os turistas que acabam vindo visitar. É um espaço realmente da cultura, é um espaço de fortalecimento, é um espaço que realmente marca a história que oferece cultura permanente em Campo Grande", defendeu. 

Max lembrou que após a bem-sucedida 1ª edição fez um pedido de manutenção do festival. "Lembro das minhas palavras na 1ª edição, um grande pedido ao governador do Mato Grosso do Sul para que continuasse, que não fosse somente uma edição e hoje nós estamos em conjunto nesta 2ª edição. A prefeitura municipal de Campo Grande, através da Sectur, governo do estado, Secic e Fundação de Cultura, fazendo com que Campo Grande se torne novamente esse celeiro de grandes atrações culturais, de grandes manifestações artísticas", conluiu.  

ATRAÇÕES NACIONAIS

Durante a cerimônia nesta manhã, foram confirmadas as atrações nacionais. 

A abertura do festival, no dia 8 de outubro, será feita por Péricles; Pitty e Nando Reis se apresentam no dia 9 de outubro; as atrações do dia 10 serão Silva e Olodum; Roberta Miranda se apresenta no dia 11.

Na quinta-feira, 13 de outubro, se apresentaram Ludmilla e MC Tha. Na sexta-feira, 14 de outubro, se apresentam Supercombo, Drik Barbosa, MV Bill e Rashid.

O encerramento do festival será feito no sábado — 15 de outubro, pela sul-mato-grossense Marina Peralta, em seguida se apresenta o grupo Baiana System, KL Jay e Thaíde. Essas são só as atrações nacionais.

ATRAÇÕES REGIONAIS

Artista, Pretah KL, cantou duas músicas na cerimônia de lançamento do Campão Cultural. Foto: Tero QueirozArtista, Pretah KL, cantou duas músicas na cerimônia de lançamento do Campão Cultural. Foto: Tero Queiroz

Também nesta terça-feira (13.set), a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) abriu edital para seleção das atrações regionais que comporão a programação do Festival. A íntegra.  

Os artistas e grupos que participaram dos Festivais América do Sul Pantanal ou Festival de Inverno de Bonito só poderão se inscrever com um novo show, espetáculo e obra de arte. Não pode repetir espetáculo.

O diretor presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Gustavo Arruda Castelo, mais conhecido como Cegonha, disse ao MS Notícias que essa decisão de não poder repetir produtos artísticos apresentados em outros festivais visa ampliar a diversidade. 

Ao microfone, Cegonha apresenta a 2ª edição do Festival Campão Cultural de 2022. Foto: Tero QueirozAo microfone, Cegonha apresenta a 2ª edição do Festival Campão Cultural de 2022. Foto: Tero Queiroz

"É para poder dar oportunidade para toda classe artística, para não priorizar alguns nomes, essa era uma reclamação de muitos artistas, então, adotamos essa estratégia, uma política interna", esclareceu.  

Além do Campão Cultural, Cegonha disse a gestão Azambuja foi acertiva ao lançar os editais do Fundo de Incentivo Cultural (FIC) e honrar. "Eu destaco os editais do FIC, que ele honrou em 2019, 2021 e agora 2022 e os Festivais de Inverno de Bonito e Festival América do Sul de Corumbá", considerou.  

As atrações também serão levadas às Praças Ari Coelho e do Rádio, Parque das Nações Indígenas e em mais quatro bairros de Campo Grande.

O circuito realizado nos quatro bairros contará com teatro, música, dança e cinema.

O Secretário de Cidadania e Cultura de MS, Eduardo Romero, explicou que o principal papel da SECIC é promover a cidadania ao longo do festival. "O grande papel da secretaria é garantir que os eventos tenham esse caráter cidadão, por exemplo, as linguagens indígenas, a gente terá o espaço dos saberes indígenas no Campão. A Secic ao mesmo tempo ajuda nessa articulação de conseguir descentralizar, levando as apresentações par os bairros, como está sendo apresentado”.

Esse é o secretario de Cidadania e Cultura de MS, Eduardo Romero. Foto: Tero QueirozEsse é o secretario de Cidadania e Cultura de MS, Eduardo Romero. Foto: Tero Queiroz

Romero finalizou comentando sobre os critérios do edital de atrações regional. Para ele, ao impedir que atrações que já estiveram em outros festivais do estado neste ano se inscrevam é uma maneira de garantir a participação diversa. “É uma regra que a Fundação tem colocado em todos os editais, até para permitir que outros artistas participem. Não é proibido o artista de participar, é proibido o espetáculo que já foi apresentado. O edital não consegue contemplar toda a classe artística, a gente precisa ter algumas faixas de cortes, e as faixas são por esses critérios, nem sempre os critérios que gostaríamos de adotar, mas são necessários para que a gente possa permitir uma maior pluralidade”.