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terça, 20 de novembro de 2018

Palco Sociedade Dramática

Grupo Teatral Palco Sociedade Dramática comemora 25 anos em Cena com apresentações no teatro Prosa

Por: Redação com assessoria12/07/2018 às 08:06
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Dando sequência à Temporada em comemoração aos 25 anos de atividades, o Grupo Teatral Palco Sociedade Dramática apresenta nos dias  12 de julho o espetáculo Pobre Diabo Louco e Seu Discurso Para Moscas , dias 13 e 14 de julho e 08 de agosto será a vez do espetáculo O Diário de Madalena e finalizando a Temporada nos dias 9, 10 e 11 de agosto às 20h será a vez de Rubens Corrêa, um grande Artaud de Aqui.

As apresentações são sempre as 20 horas no Teatro Prosa SESC/HORTO que apoia a iniciativa e que têm Financiamento do FOMTEATRO/SECTUR/Prefeitura Municipal de Campo Grande. Para assistir as  apresentações basta levar um quilo de alimento não perecível. Os ingressos podem ser retirados  meia hora antes do inicio de cada  espetáculo. A entrada para o teatro está sendo pelo restaurante do SESC/HORTO.

Em 26 anos de persistência artística, entre dramas e comédias o Grupo Teatral Palco Sociedade Dramática consegue se manter de pé e firme em seu propósito, produzir espetáculos, ministrar oficinas, circular pelo País e outros cantos do planeta e ter na arte a certeza de que ela é um dos caminhos para um mundo melhor.

            O Grupo que já recebeu mais de 40 prêmios em Festivais até o ano de 2012 quando deixou de participar de Festivais competitivos aposta na cultura regional e formação de plateia, trazendo como marca em seus trabalhos a crítica social, sempre alertando e fazendo com que o público possa refletir sobre os problemas sociais, seja na comédia ou no drama o grupo busca com sua dramaturgia própria debater temas mais ácidos e para isso escolheu comemorar os 25 anos de criação completados em 2017, com uma Temporada com seus trabalhos mais emblemáticos:

 O Escurial, Pobre Diabo Louco e Seu Discurso Para Moscas, O Diário de Madalena e Rubens Corrêa, um grande Artaud de Aqui...

            O Grupo apresentou nos dias 4,5 e 6 de julho o espetáculo O Escurial e no dia 07  e 11 o espetáculo Pobre Diabo Louco e Seu Discurso Para Moscas.

SERVIÇO:

 

Dias  12 de julho às 20h - espetáculo Pobre Diabo Louco e Seu Discurso Para Moscas

Nos dias 13 e 14 de julho e 08 de agosto, será a vez do espetáculo O Diário de Madalena.

E para finalizar a Temporada nos dias 9, 10 e 11 de agosto às 20h será a vez de Rubens Corrêa, um grande Artaud de Aqui

Horário: 20 horas

Entrada: 01 quilo de alimento não perecível.

SINOPSE

Pobre Diabo Louco e Seu Discurso Para Moscas

Com texto e direção e atuação de Espedito Di Montebranco, o monólogo já viajou vários estados do país e exterior, além de receber mais de 20 prêmios e menções honrosas.

O espetáculo considerado por muitos como uma crítica política, narra os problemas enfrentados no Estado de Mato Grosso do Sul e no Brasil, contando a história de Praculá Makob, um indigente que anda perdido pelo País com o sonho de chegar ao Distrito Federal e falar com o Presidente da República, assim, caminha de cidade em cidade e em cada uma delas que chega pergunta: Pra que lado fica o Distrito Federal? E as pessoas respondem: Praculá.

Makob, foi o sobrenome que lhe deram, pois foi o que viram nesse mendigo perdido, nesse “Pobre Diabo Louco e seu Discurso para Moscas “, onde a maioria pensa tratar-se de um louco, um doente mental e não percebem que esse é o verdadeiro cidadão, que critica e apresenta possíveis soluções para esse Brasil sofredor.

Praculá é um andarilho, um quase homem, um sonhador, aceita-se como uma metamorfose humano-lobisomem, um ser desprovido de estudo, residência fixa e até amor, porque nessas andanças descobre que a solidão é sua única companheira, sofre assim calado e percebe que as dores preconceituosas do credo, cor e raça se agarram a ele como a própria sujeira que lhe é peculiar, vive num país rico em alimento, mas que falta pão em sua própria mesa, um país quase analfabeto, mas de um povo extremamente cordial.

FICHA TÉCNICA:

Texto, direção, desenho de luz, figurino, cenografia, sonoplastia e atuação: Espedito Di Montebranco

Operação de luz : Stepheen Abrego

Operação de Sonoplastia: Claudeir Dilly

Contra regra: Jurema de Castro e Bruno Moser

Fotografia: Helton Perez (Vaca Azul).

 

O DIÁRIO DE MADALENA


13 e 14 de julho e 8 de agosto às 20h

Entrada: 01 quilo de alimento não perecível
 

Escrito e dirigido por Espedito Di Montebranco, que também atua ao lado de Bruno Moser e Jurema de Castro, o espetáculo propõe em cena o resultado de alguns estudos acerca da violência contra a mulher, narrando a história de uma família composta por três pessoas : Severo (o pai) e dois filhos, Sabiá e Madalena que moram no pantanal de Mato Grosso do Sul sem contato com outras pessoas e meios de comunicação. Enquanto Severo está  cidade a procura de socorro médico a esposa morre e os dois filhos menores são obrigados a enterra-la próxima da casa onde moram. A partir da morte de Jurema a família sofre uma desestruturação e o pai acaba vendo na filha Madalena a figura da esposa, terminando por abusar sexualmente da mesma.

Nasce aí um conflito entre eles. O irmão Sabiá tem conhecimento das atitudes do pai, mas ao mesmo tempo em que tenta salvar a irmã, acaba também se perturbando, pois sofre a violência do mesmo.

Em "O Diário de Madalena"  a poesia  é o fio condutor do espetáculo onde a dramaturgia ao mesmo tempo permeia entre o poético e o brutal, com os personagens caminhando entre o real e o imaginário, despertando a sensibilidade em cada um e propondo uma reflexão maior para  uma realidade mundial, a violência sexual causada à mulher e principalmente à criança.

No meio do pantanal de Mato Grosso do Sul na região de Inhecolândia está uma casa simples isolada do mundo onde apenas o cantar dos pássaros quebra a monotonia do lugar.

"Dois adolescentes em desespero. Um pai autoritário e violento. Um rádio, única forma possível para se ouvir outra voz humana que não a deles...Um livro chamado de "Diário" onde Madalena mergulha sua solidão e explora suas angustias...As palavras soltas voando pelos cantos da casa a procura de um abrigo para se tornarem vivas. A poesia dos pássaros, das arvores, das águas, do vento, do poeta Manoel de Barros e Augusto dos Anjos...

 

Ficha técnica:

Texto, direção, desenho de luz, figurino, cenografia e sonoplastia: Espedito Di Montebranco

Elenco: Bruno Moser, Espedito Di Montebranco e Jurema de Castro

Operação de iluminação: Stepheen Baylon

Operação de sonoplastia: Claudeir Dilly.

Fotografia: Helton Perez (Vaca Azul).

 


Rubens Corrêa, um grande Artaud de Aqui
9, 10 e 11 de agosto às 20h


A peça mostra um pouco da vida e obra deste grande ator nacional e sua paixão pela obra do poeta e escritor Antonin Artaud, buscando colocar em cena as lembranças dele em Aquidauana, o internato no RJ, a paixão pelo teatro, por interpretar loucos, velhos e tarados.

A dramaturgia é organizada com trechos  de obras de Artaud, roteirizado e encenado pela lendária dupla de sócios do Teatro Ipanema do Rio de Janeiro, o ator Rubens Corrêa e o diretor Ivan de Albuquerque no final dos anos 1980 e conta ainda com colagens de textos de William Sheakespeare, da obra Hamlet e ainda textos do ator, dramaturgo e diretor Espedito Di Montebranco.

A peça mostra um pouco da vida e obra deste grande ator nacional e ao mesmo tempo sua paixão pela obra do poeta e escritor Francês Antonin Artaud, buscando colocar em cena as lembranças de Rubens Corrêa em Aquidauana, o internato no Rio de janeiro, a paixão pelo teatro, a descoberta de sua paixão por interpretar loucos, velhos e tarados e a paixão pela obra de Antonin Artaud, quando o ator  passa a interpretar trechos adaptados da obra em um dos hospitais psiquiátricos onde ele esteve internado no fim de sua vida, falando sobre o teatro, sobre sua forma de ver o mundo, a psiquiatria e sobre Van Gogh, a loucura e a liberdade.

"A morte é para mim um fenômeno compreensível, totalmente aguardada, minha relação com ela é tranquila", citou Rubens Corrêa, em uma entrevista ao Jornal do Brasil dois meses antes de morrer em 1996 vítima da Aids. Essa relação conturbada na infância, quando sentia-se perseguido por todos os fantasmas e que piorou mais ainda quando aos sete anos perdeu o pai e o mesmo virou um fantasma maior  que Rubens via no portão de casa tentando entrar a força é um dos argumentos utilizados na peça.

Rubens Corrêa nasceu em 1931 na cidade de Aquidauana e tornou-se ator e diretor de relevância no cenário nacional.  Sua interpretação trouxe elementos peculiares aos princípios enunciados por Antonin Artaud, privilegiando personagens de alta densidade dramática, fora das convenções realistas ou das comédias ligeiras, atuando em 28 espetáculos teatrais, dirigindo 20 peças, fez 15 novelas e 10 filmes.

Ficha técnica:

Texto, direção, dramaturgia, desenho de luz, cenografia e sonoplastia: Espedito Di Montebranco

Elenco: Espedito Di Montebranco

Operação de iluminação: Stepheen Baylon

Operação de sonoplastia: Claudeir Dilly.

Projeção: Bruno Moser

Contra regra: Jurema de Castro

Fotografia: Helton Perez (Vaca Azul).

 

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