27 de novembro de 2020
Campo Grande 35º 23º

Após 7 anos, vendas de celulares recuam no mercado brasileiro

A febre dos celulares sofreu um revés no Brasil. Com a renda comprometida pelas dívidas e a inflação dando uma sova no orçamento doméstico, os brasileiros resolveram diminuir a fissura por aparelhos e chips. Os dados oficiais comprovam o recuo: segundo o último levantamento divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o total de linhas de telefonia móvel no país voltou a diminuir depois de mais de sete anos. Embora o Brasil sustente a média de mais de um celular por pessoa — são 135,28 acessos por 100 habitantes —, a trajetória ascendente que durava 86 meses acabou interrompida em setembro, quando o número de linhas móveis caiu para 268.266.822. São 173,6 mil a menos na comparação com o mês anterior. A última vez em que o balanço da Anatel apresentou queda foi em junho de 2006. Na época, o país tinha 92 mil linhas, quase três vezes a menos do que hoje. Os saltos no total de acessos móveis observados nos últimos anos ficaram para trás, reforça o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude. “Não existe margem para a base de celulares continuar crescendo no mesmo ritmo. Há uma clara saturação”, sustenta ele, que acrescenta a “limpeza” na carteira de clientes pré-pagos como justificativa para o recuo.

Correio Braziliense