02 de dezembro de 2020
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MEIO AMBIENTE

'Briga' entre fazendeiros e ambientalistas por área do Parque Serra da Bodoquena chega a ALMS

Fazendeiros pedem redução do Parque para 20% da área atual

Um grupo de organizações ambientalistas divulgou hoje (22), que fará lançamento em defesa do Parque Nacional da Serra da Bodoquena às 8h da próxima terça-feira, 26, na Assembleia Legislativa.

O lançamento se dá em parceria com a Frente Parlamentar para o Desenvolvimento das Unidades de Conservação de Mato Grosso do Sul. As publicações trazem informações inéditas sobre a descoberta de novas espécies vegetais e animais na área do parque.

O Parque da Bodoquena, de 76 mil hectares, entre os municípios de Bonito, Bodoquena, Jardim e Porto Murtinho, é uma das áreas mais ricas em biodiversidade do Estado. Criado em novembro de 2000, é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 

Segundo os ambientalistas, é, também, uma das regiões mais importantes para o turismo. Situado na borda sudoeste do Complexo do Pantanal, em MS, é um dos mais interessantes ecossistemas do Pantanal.

No Parque nascem rios que atraem todos os anos centenas de milhares de visitantes, que movimentam toda uma cadeia econômica, gerando emprego e renda para milhares de pessoas.

A iniciativa se dá após ameaça de redução do parque, do qual restariam menos de 20% de área original. Por meio de uma ação judicial movida por antigos proprietários de terra onde foi criada a unidade de conservação. Os fazendeiros pedem para a Justiça declarar a caducidade do decreto que estabeleceu o parque, com o argumento de que ainda não foram indenizados.

A coalizão de organizações ambientalistas entende que os proprietários devem receber as indenizações, mas que o atraso nos pagamentos não pode implicar na revogação do decreto.

As publicações reúnem informações técnicas sobre a importância do parque para a vazão de água de qualidade para os rios da região, para o turismo e para a economia local, além de sua riqueza biológica. Estarão presentes os pesquisadores responsáveis pelos estudos e parlamentares da Frente de Desenvolvimento das Unidades de Conservação.

*Com assessoria