03 de dezembro de 2020
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Coronavírus já matou, oficialmente, quase cinco mil na América Latina

O Brasil, com 210 milhões de habitantes, registra a maioria dos casos, com 38.654 infectados e 2.462 mortes

Os ingredientes reais da vida humana de hoje no planeta nada devem aos temperos dos filmes de terror e suspense. Hitchcok estaria abundantemente abastecido com as cenas e comportamentos conflitantes de terráqueos espremidos entre duas necessidades: uma, a de se proteger contra um vírus de poderes letais e desconhecidos; outra, a de conservar o giro da economia.

No entanto, esse dilema não deveria ser sequer discutido. Os números são implacáveis e impressionantes: de acordo com a Universidade Johns Hopkins, de Baltimore, uma das mais antigas dos EUA, o Covid-19 (o novo coronavírus) já havia sido notificado em 2,3 milhões de pessoas e causado 162.013 mortes no planeta. Isso, em cerca de três meses, de janeiro até domingo passado.

O pior é que estes são números oficiais – mas há uma quantidade que ainda não pode ser contabilizada, formada pelos doentes assintomáticos (que não manifestam os sintomas do contágio). E esse grupo está por aí.

Não há país ou território no mundo que não tenha sido afetado pela peste. A América Latina atingiu no início de semana a marca de 100.952 infecções. O número de mortos foi de 4.924, segundo um levantamento da AFP baseado em dados oficiais. O Brasil, com 210 milhões de habitantes, registra a maioria dos casos, com 38.654 infectados e 2.462 mortes. Os especialistas calculam que há um número muito maior de casos devido aos poucos testes realizados no país.

O segundo em ocorrências na América do Sul é o Peru - são 15.628 casos e 400 mortes, num país que tem 32 milhões de habitantes. A seguir Chile (18,7 milhões de habitantes), com 10.088 infecções e 133 falecidos; Equador (17 milhões), com 9.468 infectados e 474 óbitos; e México (126 milhões), com 7.497 casos e 650 vítimas fatais.

A pandemia do Covid-19 (o novo coronavírus) não permite que os humanos tenham muitas chances de viver caso façam a escolha errada entre a proteção da casa e a exposição fora dela.