29 de setembro de 2020
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INVESTIGAÇÃO

Energisa diz que CPI não a impedia de entrar em contato com Universidade

Técnico da Energisa Marco Antônio Pinheiro Flores tentou contato com Universidade e foi acusado de tentar intervir no processo, empresa rebate acusação

Após receber ofício com notificação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (AL/MS), na sexta-feira (13, março), a concessionária de energia elétrica de MS, Energisa, afirmou que não foi impedida de entrar em contato pela comissão investigadora e que o ofício enviado à Energisa, foi após a tentativa de contato realizada pela concessionária.  

A ALMS investiga a Energisa por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), por cobranças de altos preços em contas de energia no Estado.

Na sexta-feira, a Casa de Leis, enviou um ofício a investigada, em que orientava a Energisa a não entrar em contato com as entidades envolvidas na realização dos trabalhos de perícia dos medidores de energia. Isso, após o Técnico da concessionária, Marco Antônio Pinheiro Flores, ter contatado a Universidade de São Carlos, apresentando-se como representante da Comissão. Na ocasião, a Comissão acusou que a medida seria uma forma de intervir no trabalho dos peritos. 

Por meio de nota à imprensa, a Energisa argumentou que as tentativas de contato com a Universidade de São Carlos não foram respondidas. Segundo a empresa, ela buscou: "Coletar informações acerca da acreditação dos laboratórios da USP São Carlos perante o [Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia] INMETRO, que é o órgão que atesta a capacitação para manipular os medidores de energia das distribuidoras de energia elétrica. A ausência dessa acreditação, tornaria a perícia inválida", explicou.    

A nota: "Energisa esclarece que seu representante técnico nomeado para acompanhar na CPI, nos termos e prerrogativas garantidas na legislação processual civil, entrou em contato com a Universidade de São Carlos, sem sucesso, por meio do professor Rogério Andrade Flauzino para entender os procedimentos técnicos a serem adotados na aferição dos medidores contratada pela CPI.

A concessionária protocolou na universidade um requerimento com perguntas técnicas sobre a metodologia realizada pela perícia e a qualificação da instituição para tal. A Energisa busca coletar informações acerca da acreditação dos laboratórios da USP São Carlos perante o INMETRO, que é o órgão que atesta a capacitação para manipular os medidores de energia das distribuidoras de energia elétrica. A ausência dessa acreditação torna a perícia inválida.

Explica ainda que NÃO houve proibição de contato pela comissão parlamentar, e que o ofício enviado para a Energisa, foi posterior a tentativa de contato realizada pela concessionária.

A concessionária reitera que NÃO se opõe à investigação, tampouco à realização da prova técnica, mas que algumas informações são estritamente necessárias para que o processo tenha valor técnico e legal, e para que não gerem desperdício de recurso público"
, disse.  

Em resposta enviada a imprensa, a concessionária anexou documentou enviado à Universidade. Veja abaixo: