05 de dezembro de 2020
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Cloroquina

Estudante de 17 anos morta com covid-19 no Rio usou cloroquina no tratamento

Em isolamento, mãe não pode se despedir nem da filha nem do pai idoso

Mais jovem morta com covid-19 no Rio de Janeiro, a estudante Kamilly Ribeiro, 17 anos, foi tratada com cloroquina. A informação foi confirmada pela Secretaria municipal de Saúde de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, conforme o jornal Extra.

Kamilly e a mãe, a dona de casa Germaine Ribeiro dos Santos, de 43 anos, foram internadas com o novo coronavírus em uma unidade de saúde do distrito de Xerém no dia 22 de março. O quadro da adolescente evoluiu e as duas foram transferidas para o isolamento do Hospital Moacyr do Carmo, no mesmo município.

“Ela ficava em uma cama e eu em outra. Lembro que ela chegou a sentir falta de ar e pediu para trocar de cama comigo. Também fizemos uso de oxigênio. No dia 24, Kamilly passou mal e vomitou. Gritei e chamei os médicos, aí ela foi levada para outro leito e entubada”, contou a dona de casa. Na terça-feira (14), a adolescente morreu.

“Minha filha era uma princesa que servia a Deus. Durante o tempo em que eu estive no Hospital Geral de Nova Iguaçu, cuidando do avô dela, ela cuidou do irmão menor. Era uma menina muito obediente, que cantava na igreja. Queria ser médica e missionária para ajudar na obra de Deus”, afirmou a mãe ao Extra, em meio às lagrimas.

Em isolamento, Germaine Ribeiro também não pode se despedir do pai, Edmar Santos Ribeiro, de 71 anos, Ele morreu no dia 2 de abril, no Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), por conta de um acidente vascular cerebral (AVC).