O presidiário, ex-general Augusto Heleno, condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista, estaria escolhendo nomes para comandar as Forças Armadas em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).
A informação foi publicada pelo ICL Notícias na 4ª.feira (21.out.26), com base em relatos de fontes militares ouvidas pelo veículo.
Segundo a reportagem, a articulação incluiria uma anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado e a indicação de Alexandre Ramagem, também condenado pelo STF e foragido nos Estados Unidos, para a direção-geral da Polícia Federal.
O nome de Marcos Degaut, executivo do grupo bélico Edge e ex-secretário de Produtos de Defesa no governo Jair Bolsonaro, seria cotado para o Ministério da Defesa.
COMANDANTE DA FAB É CITADO
A reportagem aponta o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, como interlocutor da articulação.
A FAB, porém, negou que Damasceno tenha participado de reunião com Heleno em 20 de outubro. Em nota, informou que o comandante estava na Universidade da Força Aérea, no Rio de Janeiro, onde ministrou palestra institucional.
O ICL Notícias afirmou que não detalhou o local da reunião para preservar suas fontes e esclareceu que a reportagem não afirma que Heleno tenha participado diretamente do encontro.
DEFESA NEGA ARTICULAÇÃO
A defesa de Augusto Heleno classificou a reportagem como falsa. Segundo os advogados, o general cumpre integralmente a prisão domiciliar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sem acesso a celular, internet ou contatos não autorizados pela Justiça.
A defesa também contestou informações sobre o histórico do diagnóstico de Alzheimer atribuído ao militar e afirmou que adotará medidas judiciais contra a publicação.
ANISTIA DEPENDERIA DO CONGRESSO
Segundo o ICL Notícias, a articulação teria como objetivo viabilizar a anistia dos condenados pela tentativa de golpe caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial.
A medida dependeria da aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional e de sanção presidencial. Eventuais questionamentos sobre sua constitucionalidade poderiam ser analisados pelo STF.
Heleno foi ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo Jair Bolsonaro e condenado pelo Supremo por participação na tentativa de golpe de Estado.











