26 de outubro de 2021
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DESCASO

Ninguém nota funcionário com deficiência, preso 36 horas em elavador do Carrefour

Homem de 27 anos toma remédios controlados e não teve acesso à água ou comida durante seu período confinado

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Funcionário do Carrefour, um homem de 27 anos, que toma remédios controlados,  ficou cerca de 36 horas preso dentro de um elevador de cargas em uma loja da rede, em Santos, no litoral paulista, na unidade da avenida Conselheiro Nébias. Segundo apurações da Agência Folhapress, o equipamento parou de funcionar, deixando o trabalhador confinado no local, sem água ou comida, até a manhã desta 2ª feira (27.set.2021).

Ele teve sua foto divulgada por sua mãe, em vários grupos da região nas redes sociais ainda no domingo (26). Ela pediu ajuda pela internet, desesperada com o desaparecimento do filho, que completava cerca de 24 horas, citando o uso de remédios controlados.

De acordo com a assessoria de imprensa do mercado, em nota, ele ficou preso no local após o término do expediente ainda no sábado (25.set.2021). Ainda, conforme apurou o portal G1, o supermercado funcionou no domingo (26.set.2021) mas, mesmo assim, ninguém notou que ele estava preso dentro do equipamento

No sábado (25.set), já preso, mas com a esperança de ser salvo, avisou a mãe que não iria dormir em casa naquele dia, mas sem especificar os motivos para não preocupar a mãe, sendo que no dia seguinte já estava sem bateria. 

Segundo informou o Carrefour, o colaborador possui algum tipo de deficiência, mas não divulgou qual seria o tipo e nem o grau. Ainda segundo a loja, o funcionário "passa bem e se encontra em casa com a sua família, após ser atendido no hospital da cidade e fazer alguns exames". O texto chega a citar que o elevador fica em área restrita aos funcionários, por isso, pouco visitada no dia-a-dia. 

"Estamos junto aos familiares para prestar todo o suporte necessário, incluindo apoio psicológico. Ficamos consternados com o ocorrido e estamos apurando o fato internamente", acrescenta a nota.

A empresa disse ter disponibilizado um assistente social para cuidar dele e da família. O funcionário teria, inclusive, pedido para retornar ao trabalho já nesta terça-feira (28).

Nenhum Boletim de Ocorrência foi aberto pela mãe, segundo a loja.