27 de setembro de 2020
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GAECO

Operação do Gaeco foca em liderança do PCC em MS que seria substituto de Marcola

Ao todo 110 mandados de prisão são cumpridos

‘Maré Alta’, apontado como atual liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital), estaria atuando a partir de Mato Grosso do Sul como substituto de Marcola, Marcos Willian Camacho, o líder da facção. Desde 6 horas desta quarta-feira (27), equipes do Batalhão de Choque acompanham o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) no cumprimento de mandados no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.

A operação partiu do Ministério Público de Alagoas, após sete meses de investigações sobre execuções de rivais, sequestros, tráficos de droga e assaltos naquele Estado. 110 mandados de prisão são cumpridos em oito Estados do país, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, São Paulo, Tocantins e Sergipe.

Equipes do Batalhão de Choque estão na Máxima em Campo Grande e chegaram em três viaturas e um ônibus. O presídio é comandado pela facção criminosa PCC e a princípio seria onde Maré Alta está detido. O interno ainda não foi identificado, mas para o MPAL ele é o responsável por dar ordens de matança e crimes para faccionados de todo o país.

Isolamento das lideranças
Conforme o MPAL, a intenção da operação não é apenas apreender armas e drogas, mas principalmente isolar esses líderes da nova estrutura, que tem como característica a truculência no conhecido ‘tribunal do crime’. Normalmente, pessoas que passam pelo tribunal do crime são assassinadas, degoladas e têm as mortes filmadas e exibidas nas redes sociais.

Pelas investigações, o MPAL chegou à característica da facção, que age com frieza executando jovens e até mesmo membros que atuam de forma incoerente com o estatuto do PCC.
Alta mobilização policial
Para garantir o cumprimento de todos os mandados de prisão, cerca de mil policiais civis e militares de Alagoas e de outros estados foram empregados na operação. Em Campo Grande o apoio é feito por militares do Choque, que atuam na contenção de presos enquanto a equipe do Gaeco cumpre os mandados.

A princípio a informação é de que estariam sendo cumpridos 12 mandados de prisão em Mato Grosso do Sul, além de mais 12 de busca e apreensão.