23 de novembro de 2020
Campo Grande 35º 20º

SOLIDARIEDADE

Pescadores esportivos se unem para garantir alimentação de ribeirinhos em MS

Os moradores ribeirinhos da região do 21 em Mato Grosso do Sul estão isolados

Nem bem encerrou a piracema (março), os pesqueiros e barcos de pesca estão vazios. Mesmo com o isolamento das matas e dos rios, são poucos os pescadores que saem da “quarentena”, ocasionada pela pandemia do coronavírus, para praticar a pesca. Se os empresários do setor estão sofrendo com a falta de turistas, os moradores ribeirinhos, que são freelancers e contratados por diária, ainda mais. Depois de quatro meses sem trabalho por conta da piracema, os trabalhadores se depararam com a quarentena, o que eram quatro meses sem renda já somam a quase seis. Sem dinheiro para garantir alimentos, eles e isqueiros da região de Águas de Bonito, conhecido como 21, em Mato Grosso do Sul pediram ajuda para os pescadores esportivos. 

O fotógrafo e pescador esportivo Afranio Pissini que frequenta a região há pelo menos dez anos, resolveu ajudar. No total, ele precisava comprar 30 cestas básicas. Nos grupos de WhatsApp de pesca, ele enviou uma mensagem explicando a situação. A APEP - Associação de Pescadores Esportivos do Pantanal - e o Tatu Pesca da região aderiram e, junto com outros pescadores esportivos, conseguiram arrecadar os alimentos em menos de uma semana.

Os moradores ribeirinhos da região do 21 em Mato Grosso do Sul estão isolados, uma vez que o município fechou o acesso para visitantes. Hoje, dia 8, eles foram até o local e deixaram as cestas na Tatu Pesca. Para evitar aglomerações, as entregas são feitas pontualmente. Foi feito um cadastro para beneficiar as famílias que realmente estão passando por necessidade

“Geralmente, eles acabam comprando fiado durante a piracema e quando o turismo de pesca é retomado, eles pagam os mercados. Infelizmente, eles tiveram menos de um mês de pilotagem para acertar as contas e com o coronavírus, essa dívida aumentou”, comentou o fotógrafo Afranio Pissini.