20 de outubro de 2020
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Greve no Marfrig: Câmara murtinhense busca diálogo.

Ao considerar justas as reivindicações e entender ser possível conciliar os interesses, a Câmara Municipal de Porto Murtinho recebeu na terça-feira, 18, os trabalhadores da unidade local do Frigorífico da Rede Marfrig, que deflagraram movimento grevista por questões salariais. Cerca de 200 funcionários do grupo, um dos maiores do País na área de alimentos, apoiados por dois representantes do Sindimassa (Sindicato Intermunicipal dos Empregados nas Indústrias de Massas Alimentícias, Laticinios e Frigorificos de Mato Grosso do Sul),foram ao plenário do Legislativo e conversaram com vários vereadores, entre os quais o presidente da Casa, Marco Andrei.Kleberson Alves Correa e Fábio Bezerra, representantes do Sindmassa, pediram apoio para a negociação e o diálogo com a direção da empresa. Da tribuna, relataram que a greve, iniciada havia nove dias, tem como foco a equiparação salarial com as unidades de Bataguassu e Mato Grosso. Os sindicalistas destacaram que a greve foi o último recurso utilizado para sensibilizar a empresa diante das reivindicações dos trabalhadores. Segundo Corrêa e Bezerra, a direção da empresa não tem mostrado disposição para dialogar e discutir as demandas apresentadas pela categoria. Asseguram que as reivindicações são legítimas e o movimento grevista tem respaldo legal e constitucional. “O que desejamos é tratamento justo, com igualdade na remuneração e nos benefícios que são concedidos nas demais unidades da planta do Marfrig. Como resultado concreto dessa mobilização, Marco Andrei e os vereadores assumiram o compromisso de criar uma comissão especial para intermediar o conflito e buscar junto à direção do frigorífico a abertura de um canal de diálogo. Marco Andrei disse acreditar numa solução harmoniosa, capaz de estabelecer os direitos das partes e devolver a tranquilidade a empregados e patrões, já que o funcionamento da indústria é fundamental para o desenvolvimento local e o bem-estar de milhares de moradores da região. Edson Moraes, especial para MS Notícias