A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, teve uma queda de pressão e precisou de atendimento médico durante agenda neste domingo (22.mar.26) na sessão especial da COP15 é a 15ª Reunião da Conferência das Partes, em Campo Grande (MS).
Durante coletiva a imprensa, Marina foi direta ao explicar que teve uma "queda de pressão". Ela argumentou que por não ser "mais uma jovem" está sujeita a esses quadros clínicos.
MUTIRÃO CONTRA QUEIMADAS
(22.mar.2026) Marina Silva defende união contra queimadas no Pantanal. Foto: Tero QueirozEncerrado o tema acima, a ministra Marina Silva explicou que o controle climático no Pantanal sul-mato-grossense depende da redução das queimadas irregulares.
Segundo ela, é necessária uma ação coordenada, com campanhas intensivas de conscientização da população para o cumprimento das restrições legais em períodos críticos.
“A queima do Pantanal é ruim para todo mundo, inclusive para a saúde pública, sobretudo de crianças e jovens”, afirmou.
Marina destacou o reforço na estrutura de enfrentamento ao fogo, com ampliação da frota e aumento de mais de 70% na capacidade de lançamento de água em operações emergenciais.
A ministra também ressaltou a ampliação do orçamento da pasta, que, segundo informou, mais que dobrou desde 2022.
“É assim que a gente está fazendo frente a tudo isso, além de reduzir o desmatamento”, disse.
Marina disse que a preservação do bioma exige atuação conjunta entre setor público e iniciativa privada, já que grande parte do Pantanal está em áreas particulares.
“Temos que fazer um mutirão pela preservação”, declarou.
Ela alertou ainda para a redução dos recursos hídricos no país. De acordo com a ministra, dados da ONU indicam queda de 15% da superfície hídrica brasileira, com aceleração nas últimas três décadas.
Para a ministra, o enfrentamento das mudanças climáticas exige ação global, mas também compromisso interno.
“Quando a gente faz o dever de casa, já está dando uma grande contribuição”, pontuou.
Sobre o financiamento internacional, Marina criticou a dificuldade de acesso a recursos para políticas ambientais e afirmou que acordos firmados não têm sido plenamente cumpridos.
Apesar disso, destacou que o Brasil tem avançado com recursos próprios, ampliando investimentos e fortalecendo políticas públicas voltadas à conservação.
Entre as medidas, citou a criação de unidades de conservação, a implementação do Plano Clima e o fortalecimento de instrumentos como o Fundo Clima, voltado à transformação ecológica.
A ministra também mencionou a realização de concursos públicos e a contratação de mais de 1,5 mil servidores para o sistema ambiental federal.
LISTA DE ESPÉCIES EXÓTICAS
(22.mar.2026) João Paulo Capobianco, presidente da COP15, em coletiva. Foto: Rogério Cassimiro/MMAPresente na coletiva com Marina Silva, o secretário-executivo do MMA e presidente da COP15, João Paulo Capobianco, foi questionado sobre a decisão da pasta em relação à lista de espécies exóticas invasoras.
A dúvida levantada foi por que o ministério, que defende a proteção de espécies migratórias, teria cancelado a lista que incluía espécies como a tilápia entre ameaças aos rios de Mato Grosso do Sul.
Capobianco rebateu ao questionamento sobre a lista que gerou debate em 2025.
Segundo ele, não houve cancelamento da lista, mas o cumprimento do processo técnico conduzido por órgãos como o ICMBio e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
O secretário-executivo argumentou que os dados são analisados pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), que pode solicitar revisões com base em novos estudos científicos.
“O que houve foi uma precipitação de informações durante o debate, antes da decisão final da comissão”, comentou.
A lista será republicada em breve, pois segundo Capobianco, o documento está em fase final de confecção e será oficialmente definida nas próximas semanas.
Ainda sobre o assunto da lista de espécies exóticas, a Ministra Marina Silva, criticou a disseminação de desinformação sobre o tema e defendeu o trabalho técnico.
“A ciência não pode ser distorcida por interesses ou interpretações equivocadas”, concluiu.











