29 de outubro de 2020
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Conselho tutelar depende de denúncias para agir em casos de exposição de menores a bebidas alcoólica

Para coibir abusos e exposição de crianças e adolescentes a bebidas alcóolicas, cigarros e outras drogas, o conselho tutelar depende da população para agir. Segundo conselheiros das três regiões, casos como os divulgados na mídia de fotos no Facebook que mostram crianças com latas de cerveja, mangueira de narguilé e cigarros na boca precisam ser denunciados para receber intervenção.

Em Campo Grande existem apenas três conselhos. O Norte que também atende as regiões dos rios Prosa e Segredo; o Conselho Tutelar Centro que abrange ainda as regiões Imbirussu e da Lagoa, e o Sul compreendendo a região do Anhanduizinho e do Bandeira. Cada Conselho conta com apenas cinco profissionais e consegue atender em média de 20 a 30 famílias. Devido a grande demanda, é quase impossível investigar casos sem maiores informações. “A gente precisa de pelo menos um endereço”, declarou um conselheiro que preferiu não se identificar.

Quando os conselheiros tomam conhecimento de algum caso do gênero, eles notificam os pais da criança e do adolescente e encaminham a denúncia para a polícia e para o MP (Ministério Público). No caso de crianças maiores, uma equipe especializada é designada para atender esses menores em situação de risco. De acordo com a conselheira Laís Berrocal, mesmo que os pais não sejam indiciados, o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) fica responsável por monitorar esta família de três a seis meses.

Segundo informações do Conselho Tutelar Central, foi incluído no PPA (Plano Plurianual) deste ano, o projeto de construção de mais dois conselhos tutelares que devem ser implantados em 2016.

Serviço: Para denunciar situações de risco ou exposição de crianças e adolescentes é possível ligar no dique 100 ou comparecer pessoalmente em uma das três unidades do Conselho Tutelar.

Diana Christie