01 de dezembro de 2020
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Faltam ambulâncias, medicamentos e material para exames nos postos de saúde da Capital

A população campo-grandense que precisa de atendimento médico encontra vários problemas nos postos de saúde da Capital. Faltam ambulâncias, medicamentos, material de coleta para exames, os aparelhos estão estragados e o atendimento é demorado. Na UBS (Unidade Básica de Saúde) Tiradentes, por exemplo, tanto o aparelho de raio-x quanto o de mamografia pararam de funcionar.

De acordo com a aposentada Maria Aparecida Milane Valente, 65, a falta de medicamentos na UBS é muito comum. “Falta captopril e outros remédios comuns. Teve um dia que eu estava com dor de estômago, então pedi para o médico receitar tanto o idomaprazol quanto o bromoprida que tem o mesmo efeito, mas não tinha nenhum dos dois”, conta. Maria também já precisou pagar um exame de raio-x porque o aparelho não estava funcionando. “Marquei o exame em janeiro para ser atendida em fevereiro. Quando chegou o dia, remarcaram pra maio. Como eu precisava do exame por causa da coluna, tive que pagar. Está quebrado desde outubro do ano passado”, finaliza.

A dona de casa Merian Rodrigues de Almeida, 40, precisou transferir sua mãe do UBS para o Hospital Regional com transporte próprio. Segundo ela, não havia nenhuma ambulância disponível. Já o porteiro Everaldo Bragança, 56, teve que se dirigir ao Posto do Coronel Antonino porque o aparelho de radiografia da unidade está quebrado. O marceneiro João Glauber de Souza, 30, conta que precisou comprar os medicamentos para alergia de sua filha de um ano de idade porque não encontrou no posto e o comerciante Hamilton Teixeira, 60, reclama na demora da entrega dos exames. “Eles terceirizaram o serviço, exame que chegava em três dias, agora demora de 15 a 20 dias para sair o resultado”, declara.

Na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Dr. Alessandro Martins de Sousa Silva do bairro Vila Almeida, a principal reclamação é a demora nos atendimentos, muitos pacientes chegam a esperar até três horas nos corredores. A atendente de telemarketing Mônica da Silva Peixoto, 26, conta que na semana passada chegou às 9h da manhã no posto e só foi atendida às 13h. A dona do lar Tereza Gonçalves, 32, lembra que mesmo as crianças chegam a esperar até uma hora, além disso, ela precisará pagar por um exame de monoclueose para seu filho de 7 anos, pois o posto não faz. O segurança Alexandro Bombardi, 35, conta que precisou de amoxilina 400 mg mas também não encontrou.

Segundo a operadora de caixa Raquel Espíndola, 34, o posto de saúde do bairro Jardim Aeroporto está em situação pior. “Nunca tem médico, eu nem vou mais lá. Quando tem, só marca para o mês seguinte”, disse. O auxiliar de eletricista João Fidelis, 50, também é da região e reclama do matagal em volta da propriedade. “Está tomando conta”, disse.

Diana Christie