22 de maio de 2022
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Obras em Ceinfs da Capital paralisadas se tornam focos de criação de mosquito da dengue

Campo Grande fechou ano de 2015 com pelo menos 100 mil alunos matriculados na Rede Municipal de Ensino, conforme site da Prefeitura, e, segundo censo escolar 2014, há 13.442 crianças ente zero e cinco anos matriculadas em Centros de Educação Infantil (Ceinf). Entretanto, dados apresentados pelo Ministério Público apontam déficit de pelo menos dez mil vagas nos Ceinfs da Capital.

Por isso, todo início de ano, é comum ver fila de pais à procura de ajuda nos conselhos tutelares da Capital assim como na Defensoria Pública Estadual em busca de encontrar a tão sonhada vaga em um Ceinf.

“Quando começou a construção eu fiquei muito animada, mas do nada a obra parou. Meu filho agora tem três anos, e eu não tenho onde deixa-lo enquanto trabalho”, conta a comerciante Andressa Gomes, de 28 anos.

O “Ceinf” a qual Andressa se refere, é o do bairro Jardim Radialista, região sul de Campo Grande. A enorme placa instalada em frente ao que agora se resume em restos de madeira e concreto, afirma que a obra da prefeitura municipal em parceria com o ministério da educação, custou aos cofres públicos mais de R$ 2,300  milhões. 

                    

Segundo moradores  do bairro, o terreno, onde deveria existir o Ceinf, está abandonado há mais de 2 anos. O lixo se acumula em meio ao mato alto e gera diversos criadouros para o mosquito Aedes Egypit, transmissor do vírus da dengue, zika, e chikungunya.

“A construção começou e  eu fiquei feliz pelas minhas clientes. Depois fiquei grávida e  até pense ‘essa creche perto de casa vai ser uma benção’. Grande engano, Agora tenho um bebê, e preciso pagar uma pessoa pra ficar com ele, sem falar que esse terreno só junta sujeira e mato” diz a cabeleireira Edilaine Gaspar, moradora do bairro Jardim Radialista há 9 anos. 

Em 2012, o então prefeito Nelson Trad Filho (PTB) assinou convênio com União para construção de 19 Ceinfs, que juntos, poderiam atender 4750 alunos (250 cada). O investimento para obra de cada unidade era de aproximadamente R$ 2,2 milhões, dos quais R$ 800, de cada unidade, era contrapartida do Município.

 

Quatro anos depois, a população da Capital já viu dois prefeitos se alternarem no comando da administração municipal e dos 19 Ceinfs, 12 ainda não foram entregues. Recentemente, a Prefeitura de Campo Grande publicou no Diário Oficial do Município na edição do dia 11 de janeiro de 2016 revogação dos contratos assinados com empreiteiras responsáveis pelas obras.

Conforme informações repassadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), a medida segue orientação do Sistema de Monitoramento e Controle do Ministério da Educação (MEC) para que seja realizada readequação de prazo das obras. Todas as obras afetadas pela medida estavam paralisadas, desde 2013. Algumas com cerca de 50% conclusos, outras praticamente prontas.

 

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