28 de outubro de 2020
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ELEIÇÕES

Iniciada a corriada pela sucessão de Donald Trump nos EUA

Mudança do presidente americano impactará todo o mercado mundial

Começa hoje (3) no estado americano de Iowa, a corrida eleitoral para definir o próximo presidente dos Estados Unidos da América, a principal potência econômica e o país que norteia as diretrizes políticas do resto do mundo. 

Os eleitores do Partido Democrata tomarão parte de reuniões em todo o estado, os chamados cáucus, em que cada conjunto de pessoas escolhe o indicado favorito de uma vizinhança. 

Tradicionalmente, os primeiros dois ou três colocados em Iowa se destacam do grupo e vestem o manto de favoritos. Este ano a disputa é particularmente apertada. 

Avaliação feita pelo site FiveThirtyEight, especialista em estatísticas eleitorais, aponta 38% de chances para o senador Bernie Sanders vencer hoje, com o ex-vice-presidente Joe Biden em segundo, com 34% de chances. Têm chances também a senadora Elizabeth Warren e o ex-prefeito Pete Buttigieg. 

Na semana passada os senadores escolheram não ouvir testemunhas no impeachment do presidente Donald Trump, o processo tende a terminar com uma rápida absolvição do suspeito essa semana.

Trump já havia atacado os adversários no pleito de novembro. Após longos meses de ataque concentrado em Biden, Trump parece ter rearranjado outro alvo, o ex-prefeito nova-iorquino Michael Bloomberg. 

Os candidatos do centro-liberal parecem assustá-lo mais do que os de esquerda. Bloomberg optou por não se inscrever na disputa de Iowa para investir em estados com número maior de delegados, segundo reportou o site New York Times. 

Mark Zuckerberg não deveria estar no controle do Facebook, segundo George Soros. Em artigo no New York Times, o investidor e fundador da Open Society criticou a maneira como a rede social está encarando publicidade eleitoral.

Em sua opinião, a decisão de não colocar limites na propaganda política, mesmo que tenha informação falsa, cria um risco. Para Soros, essa estratégia ajudou na eleição de Donald Trump e ajudará na sua reeleição. Os interesses de Trump e Zuckerberg, continua o bilionário, estão alinhados desde 2016.

A campanha de Trump para a presidência contou com funcionários do Facebook para ajudar a otimizar os anúncios na plataforma e o uso do Facebook ainda é parte essencial da estratégia de comunicação de Trump. "O Facebook é um editor e não apenas um moderador neutro ou ‘plataforma", avaliou Soros.  

O Guardian mergulhou em como a campanha de Trump usou anúncios no Facebook no último ano. Em 2019, gastou quase US$ 20 milhões — próximo de três vezes o que a maioria dos seus rivais democratas.

O único a chegar próximo foi o azarão Tom Steyer, que gastou cerca de US$ 16 milhões. A diferença é que a campanha do presidente promoveu mais de 218 mil anúncios diferentes com essa verba, enquanto o democrata menos de 13 mil.

Um número mostra como é sofisticada na segmentação a estratégia de Trump: 72% dos anúncios foram exibidos para menos de mil pessoas.

*Com Meio.