13 de agosto de 2020
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COOPHATRABALHO

Mulher denuncia cárcere e agressões 2 semanas após ir morar com namorado

Relacionamento de 10 meses acabou com prisão do suspeito em flagrante

Eletricista, de 32 anos, foi preso neste domingo (12.julho) por violência doméstica e sequestro, após manter a esposa, de 31 anos, em cárcere no Bairro Coophatrabalho, em Campo Grande. Ela também foi agredida e obrigada a manter relação sexual com o homem. A informação é do Campo Grande News

Segundo relato da vítima, a mulher mantinha relacionamento com o homem há 10 meses, mas só há 2 semanas eles começaram a morar juntos, quando começou agravaram as violências. A vítima contou à polícia que desde o dia 5 deste mês ela estava sendo mantida em cárcere privado, não podia ir trabalhar e nem falar com familiares. 

Para manter a mulher nessas condições o suspeito fez que ela mentisse sobre infecção urinária ao médico, para conseguir atestado do serviço, quebrou o celular e computador da vítima. E também, a partir do momento que foi morar com o suspeito, ele passou a agredi-la com socos e empurrões e a obrigava a manter relação sexual com ele. 

No dia 10 deste mês, o suspeito liberou a vítima para ir trabalhar, mas foi buscá-la no serviço e a ameaçou de morte caso ela relatasse as agressões à alguém. 

Neste último fim de semana novamente o suspeito voltou a manter a vítima sob cárcere. A vítima, porém, esperou o suspeito dormir, pegou o celular dele e enviou mensagem para a irmã relatando a situação e pedindo que ela chamasse a polícia. 

O homem acordou e acabou percebendo o envio da mensagem, a vítima tentou correr dele mas acabou alcançada e arrastada pelos cabelos para dentro da residência. As agressões só cessaram após equipe da Guarda Civil Metropolitana chegar ao local.

A vítima já havia registrado boletim de ocorrência contra o homem em outra ocasião e solicitado medida protetiva. Ela apresentou lesões no rosto e nos braços. O suspeito negou as acusações e disse que nunca manteve a esposa em cárcere.

O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam).