O candidato à Presidência da extrema direita Flávio Bolsonaro (PL) usou parte de seu tempo no debate desta 6ª.feira (23.out.26) para reclamar do tamanho da barra de chocolate.
"A caixa com uma dúzia agora tem dez ovos. A barra de chocolate agora tem 120 gramas", criticou Flávio.
Curiosamente, Flávio é conhecido por ser sócio de uma franquia da Kopenhagen (Bolsotini Chocolates e Café Ltda.) no shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, adquirida em 2015.
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), a loja foi utilizada entre 2015 e 2018 para lavar dinheiro proveniente do esquema de "rachadinhas" na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), operado por Fabrício Queiroz.
O MP-RJ apontou 1.512 depósitos em dinheiro vivo na conta da empresa, muitos fracionados e com valores repetidos, em datas que coincidiam com o pagamento de salários de funcionários da Alerj.
Entre 2015 e 2018, a movimentação da conta bancária da loja (R$ 6,5 milhões) superou o faturamento declarado ao shopping (R$ 4,9 milhões), e Flávio recebeu cerca de R$ 978 mil da empresa nesse período.
Em 2022, o MP-RJ arquivou a denúncia após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anular as provas obtidas por quebra de sigilo e reconhecer a prescrição de crimes.











