28 de fevereiro de 2024
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OPERAÇÃO TEMPUS VERITATIS

Em reunião, Jair Bolsonaro articulou 'golpe de estado' no Brasil (vídeo)

Gravação da reunião golpista foi encontrada PF no computador apreendido de Mauro Cid, o ex-Ajudante de Ordens de Bolsonaro

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Numa reunião realizada em 5 de julho de 2022, no Palácio do Planalto (DF/BR), o então presidente Jair Bolsonaro (PL) e ministros de Estado discutiram como se daria um golpe de estado no Brasil, tendo em vista que sabiam que seriam derrotados nas urnas ante ao péssimo governo que fizeram de 2018 a 2022. 

A gravação da reunião golpista foi encontrada pela Polícia Federal (PF) no computador apreendido de Mauro Cid, o ex-Ajudante de Ordens de Bolsonaro, que esteve preso por vários crimes do mandatário. 

Cid fechou um acordo de delação premiada e, a partir disso, a PF deflagrou na 5ª feira (8.fev.24) a Operação Tempus Veritates (Hora da Verdade), que tem como alvo vários criminosos que articularam o golpe no Brasil, que no entanto, só resultou em quebradeira em 8 de janeiro de 2023 na sede dos Três Poderes em Brasília (DF). O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou o sigilo do vídeo nesta 6ª feira (9.fev.2024).

 A intenção dos radicais de extrema direita era impedir a posse do presidente eleito, Lula (PT), para manter Bolsonaro no poder. 

Eis o vídeo da reunião golpista na íntegra, publicado no perfil do YouTube do Supremo Tribunal Federal do Brasil:    

QUEM FOI PRESO? 

A PF prendeu, ainda na 5ª feira (8.fev), os seguintes indivíduos suspeitos: 

O STF também autorizou mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar contra os seguintes alvos: 

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente; 
  • Valdemar Costa Neto, presidente do PL – partido pelo qual Bolsonaro disputou a reeleição;
  • Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública;
  • General Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército;
  • Almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;
  • General Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
  • Tércio Arnaud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro e considerado um dos pilares do chamado "gabinete do ódio";
  • Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro;
  • Marcelo Câmara, coronel do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro;
  • Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército.
  • Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército;
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros;
  • Amauri Feres Saad;
  • Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército;
  • Cleverson Ney Magalhães;
  • Eder Lindsay Magalhães Balbino;
  • Guilherme Marques Almeida, coronel do Exército;
  • Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército;
  • José Eduardo de Oliveira e Silva;
  • Laércio Virgílio;
  • Mario Fernandes;
  • Ronald Ferreira de Araújo Júnior;
  • Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros.

As diligências integram a nova fase das investigações que miram o gabinete do ódio durante o governo
do ex-presidente.

A operação foi chamada de "Tempus Veritatis", que siguinifica: "hora da verdade", em latim.