25 de setembro de 2026
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POLÍTICA

Flávio viajou em jato ligado a Vorcaro, diz Piauí

Voo ocorreu em janeiro de 2025, entre os Estados Unidos e Brasília, durante negociações para financiar filme sobre Jair Bolsonaro

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O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio msnoticias.com.br/tags/bolsonaro/">Bolsonaro, viajou em janeiro de 2025 em um jato executivo que tinha entre seus sócios uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, segundo reportagem publicada pela revista piauí na 4ª.feira (23.set.26).

O voo ocorreu em 19 de janeiro, entre Fort Lauderdale, na Flórida, e Brasília. Flávio estava acompanhado da mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, das duas filhas e do advogado e empresário Willer Tomaz, amigo do senador.

A aeronave é um Legacy 650, de prefixo PP-NLR. Segundo a piauí, a Prime You, empresa que tinha Vorcaro entre os sócios, adquiriu uma participação de 33,33% no avião no fim de 2024.

A mesma aeronave foi utilizada meses depois pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O voo de Flávio foi identificado a partir de registros de tráfego aéreo, documentos aeroportuários e informações do Registro Aeronáutico Brasileiro.

RELAÇÃO COM VORCARO

Willer Tomaz detinha outra participação de 33,33% na sociedade proprietária do avião. À piauí, ele afirmou que a Prime You era responsável pela administração do jatinho e pela organização dos voos.

Segundo Tomaz, ele só tomou conhecimento em abril de 2026 de que Vorcaro havia adquirido uma participação na aeronave. O advogado afirmou que, após saber da relação, rompeu o contrato com a Prime You e passou a discutir o caso judicialmente.

Tomaz também declarou que oferecia lugares disponíveis no avião a amigos, sem cobrança ou contrapartida. Ele negou conhecer Vorcaro, ter se encontrado com o ex-banqueiro ou ter realizado negócios com ele.

Flávio Bolsonaro e a defesa de Vorcaro não responderam aos questionamentos enviados pela revista.

Após a publicação da reportagem, Flávio comentou o caso nas redes sociais. Em tom de ironia, escreveu que, se a viagem tivesse ocorrido atualmente, teria viajado “no avião de Alexandre de Moraes”.

FILME SOBRE BOLSONARO

A viagem ocorreu enquanto Flávio negociava com interlocutores de Vorcaro o financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Segundo a piauí, o cronograma previa um primeiro aporte de US$ 2 milhões em 20 de janeiro de 2025. No dia seguinte ao voo para Brasília, Flávio enviou mensagem a Thiago Miranda, intermediário das negociações, pedindo que desse “um gás na resposta do jurídico do investidor”.

Miranda levou a cobrança a Vorcaro e pediu que o banqueiro acelerasse a liberação dos recursos. O primeiro pagamento, porém, só foi realizado em 13 de fevereiro, 24 dias após a data inicialmente prevista.

As investigações da Polícia Federal também apuram o caminho dos recursos destinados ao filme. Segundo reportagem anterior da piauí, os valores passaram por empresas e por um fundo nos Estados Unidos antes de chegar à produção.

O caso ocorre no contexto das investigações envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro, que está preso sob acusações relacionadas às fraudes investigadas pela Polícia Federal.