O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, passou mal neste sábado (19.set.26), em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, pouco antes de participar da audiência de custódia após ser preso pela Polícia Civil.
Segundo informações da investigação, Leite estava aguardando o procedimento quando apresentou um mal-estar e pediu atendimento médico. Ele foi encaminhado a um hospital.
A audiência de custódia não ocorreu presencialmente e deve ser realizada de forma virtual. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre os sintomas apresentados pelo ex-vereador nem sobre seu estado de saúde.
PRISÃO
Milton Leite se entregou à Polícia Civil na tarde de 6ª.feira (18.set), em uma delegacia de Mogi das Cruzes.
Ele era considerado foragido desde que a Justiça determinou sua prisão temporária no âmbito da Operação Vectura Corrupta, deflagrada na 5ª.feira (17.set).
A investigação é conduzida pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.
Os investigadores apuram suspeitas relacionadas à atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte público da capital paulista.
Segundo a investigação, Milton Leite teria participação na administração de empresas que estariam sob controle da organização criminosa. Ele também é apontado pelos investigadores como proprietário de fato da empresa de transporte Transwolff.
As suspeitas ainda são objeto de investigação e não representam condenação.
OPERAÇÃO
A Operação Vectura Corrupta cumpriu 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em municípios da Baixada Santista e da Grande São Paulo.
Entre as cidades estão São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
Além de Milton Leite, estão entre os investigados o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, e Danilo Marco Morgado Silva, que foi candidato à Prefeitura de Praia Grande pelo PL.
A apuração envolve suspeitas sobre empresas de transporte, licitações, articulações políticas e financiamento de campanhas eleitorais.
A Polícia Civil também investiga a chamada “Sintonia dos Gravatas”, núcleo que, segundo os investigadores, seria formado por advogados ligados à organização criminosa.
DEFESA
Após se entregar à polícia na 6ª.feira (18), Milton Leite negou as acusações e afirmou acreditar no trabalho da Justiça e da polícia.
“Sou inocente de todas as acusações. Eu acredito na justiça, no trabalho da polícia. Temos oportunidade agora de provar tudo o que foi dito”, declarou.
Ao ser questionado sobre eventual arrependimento, respondeu:
“Só arrepende quem comete crime. Eu não cometi nenhum e nada devo.”
Neste sábado (19.set), Alexandre Leite, filho do ex-vereador, publicou um vídeo nas redes sociais em que classificou a prisão como injusta.
Segundo ele, a defesa jurídica deverá utilizar o processo para esclarecer as acusações feitas contra o pai.











