19 de junho de 2024
Campo Grande 22ºC

OPERAÇÃO TURN OFF

Grupo dos irmãos Coutinho desviou R$ 48,3 milhões da Saúde e Educação, diz MPE

Eles foram presos novamente por tentativa de lavagem de dinheiro para ocultar R$ 10 milhões de origem ilegal

A- A+

Os empresários e irmãos Lucas Andrade Coutinho e Sérgio Duarte Coutinho foram presos novamente na 5ª.feira (6.jun.24), apontados como chefes de um esquema criminoso que desviou de R$ 48,3 milhões das secretarias estaduais de Educação e de Saúde, em 2015. 

O Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) – braço de investigação do Ministério Público Estadual (MPE) – realizou essas prisões e busca apreensões no âmbito da 2ª fase da Operação Turn Off, que teve sua primeira fase deflagrada em novembro de 2023. 

De acordo com MPE, três dos alvos respondem a ações criminais por corrupção, organização criminosa e peculato.

Na 5ª.feira, o GECOC também teve como alvo as esposas dos empresários e empresas da família Coutinho. 

OS IRMÃOS

Sozinhos, os irmãos teriam desviado mais de R$ 12 milhões na venda de uniformes para a Secretaria Estadual de Educação e na venda de produtos médico-hospitalares para o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, processos realizados em 2015.

Como mostramos aqui, em novembro de 2023 oito pessoas foram parar na prisão, incluindo os secretários-adjuntos da Educação, Édio Antônio Resende de Castro Broch, e a chefe do setor de licitações da Educação, Simone de Oliveira Ramires Castro, os irmãos Coutinho, e o coordenador da Centro Especializado de Reabilitação da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Campo Grande (Apae), Paulo Henrique Muleta Andrade – porém, os 8 foram soltos por medidas cautelares.

Na imagem sobrepostos estão o secretário-adjunto Flávio da Costa Brito Neto (Casa Civil) e o Coordenador técnico da Apae, Paulo Henrique Muleta Andrade. Fotos: GAECO/GECOC/MPMSNa imagem sobrepostos estão o ex-secretário adjunto Flávio da Costa Brito Neto (Casa Civil) e o Coordenador técnico da Apae, Paulo Henrique Muleta Andrade. Fotos: GAECO/GECOC/MPMS

O que justificou o retorno dos irmãos para a prisão, conforme o GECOC, é que o grupo continuou a praticar crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de bens obtidos ilegalmente em valores que superam os R$ 10 milhões. Eis a íntegra da nota do MPE

SECRETÁRIOS

Édio Castro consta como um dos denunciados por organização criminosa, corrupção ativa e desvio de dinheiro público na compra de aparelhos de ar-condicionado pela Secretaria de Estado de Educação, no valor de R$ 13.000.548,00.

A segunda denúncia foi pelo desvio de R$ 22.996.305,73 em procedimentos de compra de materiais de ostomia para a APAE de Campo Grande, em convênio firmado com a Secretaria de Estado de Saúde.

A última denúncia apontou o desvio de R$ 12.330.625,08 na contratação de empresa pela Secretaria Estadual de Saúde para emissão de laudos médicos. Os crimes foram fraudes, corrupção e desvio de dinheiro público.

O ex-secretário estadual de Saúde e ex-adjunto da Casa Civil, Flávio Britto, chegou a ser alvo da Operação Turn Off em novembro de 2023. Ele e Édio Castro foram demitidos pelo atual governador. No entanto, Britto não foi denunciado pelo GECOC, mas segue sob investigação.