20 de junho de 2021
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Olarte oferece R$ 1milhão, mas artistas não aceitam e impasse continua

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Depois de quase três horas de reunião, o impasse entre prefeitura e movimento ''S.O.S Cultura" permanece. No início da manhã de hoje, o prefeito havia enviado uma proposta para pagar R$ 700 mil aos artistas, o que não foi aceito.

Os artistas da Capital cobram da prefeitura R$ 4 milhões referentes ao edital do Fmic e Fomteatro de 2014 cujos projetos foram aprovados, mas o repasse que deveria sido feito ano passado foi cancelado. Os artistas também cobram pagamentos de cachês atrasados desde dos anos 2013 e 2014.

Como Olarte e Juliana Zorzo, presidente da Fundação Municipal de Cultura, não compareceram, as negociações foram conduzidas pelos secretários André Scaff e Rodrigo Pimentel e pelo adjunto da Secretaria de Administração Ivan Jorge, que tentaram articular um acordo, e ofereceram R$ 1 milhão aos artistas. A ausência do prefeito prejudicou as negociações, afinal os secretários não puderam avançar além do valor de R$ 1 milhão autorizado por Olarte. 

?Para os integrantes do "S.O.S Cultura", Olarte está jogando para eles a responsabilidade que é a da prefeitura. Os artistas alegam que com R$ 1 milhão não será possível contemplar todos os aprovados e mesmo que o valor fosse dividido igualitariamente entre todos os aprovados, cerca de 90, o valor de cada um não seria suficiente para executar os projetos.

O presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, Mário César, propôs uma alternativa à prefeitura para economizar a levantar o dinheiro, que o prefeito alega não ter. Mário sugeriu que órgãos da prefeitura fossem instalados nas salas que pertencem ao município na antiga rodoviária e que o valor antes gasto com alugueis seja encaminhado a Fundac para pagar os artistas. A proposta depende de uma avaliação da prefeitura.

Para os artistas, ou a prefeitura paga o que deve ou eles darão continuidade ao movimento. Eles criticam o inchaço da administração municipal com excesso de comissionados. Segundo membros do "S.O.S Cultura" de março de 2014 até início de 2015 foram contratados 1382 comissionados. De janeiro a dois de março deste ano foram 140 comissionados, apenas na Fundac são 37.

''Se não tem dinheiro para cultura por que tem 37 comissionados na Fundac. Sabemos de gente que foi contratada e nem aparece por lá", disse o artista Anderson Lima. Como não houve solução, na próxima segunda-feira haverá outra reunião entre os secretários os representantes do "S.O.S. Cultura", que exigem a presença do prefeito.

Participaram da reunião os vereadores: Mario Cesar, PMDB, Luiza Ribeiro, PPS, Eduardo Romero, PT do B, Chocolate, PP, Vanderlei Cabeludo, PMDB, Alex do PT, Gilmar da Cruz, PRB, José Chadid, sem partido, Edil Albuquerque, PMDB, Alceu Bueno, PSL, e Saci, PRTB. O secretário Valtemir Brito também estava presente.

Representando o "S.O.S Cultura" participaram do encontro: Caroline Lima, Airton Raes, Beto Santanegra, Jerry Espíndola, Fernando Cruz e Fernanda Kunsler, Tomás Ramos, Anderson Lima e Roma Roman Añes.