14 de abril de 2021
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PMDB quer reconquistar prefeituras e ampliar representação em 2016

Com 52 mil filiados em Mato Grosso do Sul (15 mil deles em Campo Grande), 19 dos 79 prefeitos e 118 vereadores, o PMDB realizou nesta segunda-feira sua Convenção Estadual que confirmou nome do deputado estadual Júnior Mochi como presidente da legenda, que tem como principal desafio lançar candidatura própria na maioria dos municípios do Estado e ampliar número de prefeitos e vereadores.

Na convenção, apenas um voto em branco e a presença de mais de 70% dos convencionais sinalizaram a disposição peemedebista de iniciar a árdua tarefa em busca de repor as perdas eleitorais – como a de Campo Grande – e conquistar novos territórios, entre os quais os de Dourados, Corumbá e Ponta Porã, três dos cinco maiores municípios sul-mato-grossenses. Mochi sabe que o enfrentamento político e eleitoral será dos mais difíceis. Para isso, propôs uma gestão focada no preparo e no envolvimento da militância.

Ele disse que todas as candidaturas do PMDB terão apoio e presença efetiva da direção regional, mas acentuou: “Mais que candidaturas com peso eleitoral e alianças competitivas, queremos candidaturas e alianças programáticas, com nomes preparados e comprometidos com o ideário do partido”. Para isso, anunciou que o diretório tornará obrigatória aos candidatos majoritários (prefeituras) e proporcionais (câmaras) a realização de cursos de formação política pelo Instituto Ulisses Guimarães. Além da contratação de um serviço de pesquisas, o PMDB-MS também promoverá encontros regionais e municipais para debater problemas e soluções locais.

Entre as prefeituras que são alvo do partido estão: Campo Grande, Corumbá, Ponta Porã, Jardim, Naviraí, Paranaíba, Bela Vista, Nova Andradina, Amambai, Mundo Novo, Aquidauana, Miranda e Bonito. Mochi prevê que até março, ou, no mais tardar, abril de 2016 seja oficializado o nome do candidato em Campo Grande.

Após a derrota de Edson Giroto para Alcides Bernal (PP), em 2012, o PMDB perdeu o grupo do ex-prefeito Nelsinho Trad, que foi para o PTB, e precisará reagrupar antigas forças, parte delas em canais de aproximação com o PSDB do governador Reinaldo Azambuja.

O problema é que a perspectiva de retomar Campo Grande depende muito da posição do ex-governador André Puccinelli, que se nega a disputar pleito. Com isso, os senadores Simone Tebet e Waldemir Moka; o deputado federal Carlos Marun; a vereadora Carla Stephanini; a deputada Antonieta Amorim; e a ex-primeira-dama Beth Puccinelli compõem o mosaico de opções.

Em Corumbá, o PMDB não conseguiu ainda pinçar uma saída para firmar-se como terceira via diante de provável polarização entre o prefeito petista Paulo Duarte, que tentará a reeleição, e o recém-convertido ao tucanato, o ex-prefeito Ruiter Cunha. Em Dourados, o cenário agora é mais tranquilo. O deputado federal Geraldo Resende foi aclamado por unanimidade para presidir o diretório municipal e conduzir o projeto sucessório que já o tem como pré-candidato e líder das pesquisas. Em Ponta Porã, o prefeito Ludimar Novas (PPS) deve encarar uma disputa complexa, tendo entre os presumíveis adversários uma candidatura apoiada pelo ex-prefeito Flávio Kayatt (PSDB).

No rol dos arranjos municipais algumas realidades vão desafiar o PMDB. Em Amambai, por exemplo, o prefeito Sérgio Barbosa já decidiu não candidatar-se à reeleição. E já tem o seu preferido, o vice-prefeito Dr Bandeira, do PSDB. A composição é inusitada tendo em vista o ambiente de rusgas entre o governador Reinaldo Azambuja e o ex, André Puccinelli. Mas em Itaquiraí os peemedebistas ganharam reforço expressivo, com a filiação da ex-prefeita Sandra Cassone, que deixou para trás 18 anos de história no PT e afirma ter sido seduzida pela mística do PMDB. Ela está numa lista de quatro pré-candidaturas que serão avaliadas pelo diretório municipal.