21 de abril de 2024
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Prisão inedita de senador e eleições na Câmara agitaram cenário político em MS

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A semana foi agitada no cenário político regional e nacional, refletindo diretamente em Mato Grosso do Sul. Isso por quê, o líder do governo no Senado, senador sul-mato-grossense, Delcídio do Amaral (PT), foi preso na manhã da última quarta-feira (25) pela Polícia Federal em Brasília. Delcídio foi preso no hotel Golden Tulip, onde mora em Brasília, o que contrariou a Constituição Federal, sendo a primeira vez que senador em exercício de mandato é preso. O pedido de prisão foi efetuado pelo MPF (Ministério Público Federal) e autorizado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). 

As investigações apontam que o petista teria tentado impedir a delação premiada de Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras, sobre uma suposta participação de Delcídio em irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Delcídio teria dado condições para que Nestor Cerveró pudesse fugir do país em troca de não delatar esquema da Lava Jato. 

Agora, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentará denúncia nos próximos dias contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), o banqueiro André Esteves, do Pactual BTG, o advogado Édson Ribeiro e o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira. As denúncias devem ser apresentadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as prisões. Uma vez denunciados, os investigados têm que apresentar defesa ao tribunal, e se o Supremo acolher a denúncia, o investigado passa a responder como réu no processo.

A PGR também tem que decidir sobre as prisões de Esteves e Ferreira, que, por serem temporárias, vencem neste domingo, cinco dias após terem sido decretadas. A procuradoria pode solicitar ao STF a prorrogação da prisão temporária ou mudar a prisão para preventiva, que não tem data definida para acabar. As prisões de Delcídio e Ribeiro são preventivas.

Cenário Local
Em Campo Grande, a política permanece agitada. Após a renúncia do vereador Mario Cesar (PMDB) à presidência da Câmara Municipal de Campo Grande, (que está sob investigação na Operação Coffee Break), o vereador João Rocha (PSDB) assumiu a cadeira na última sexta-feira (27) por escolha quase unânime entre os pares. 

Como presidente, o vereador João Rocha (PSDB) comentou que está disposto a trabalhar harmonicamente com o Executivo e vê a mudança de posição como mais um desafio pessoal e para Campo Grande. “Eu acredito em uma grande união pelo bem da cidade, é isso que eu espero com muita responsabilidade, política se faz com conversa e espero ter uma relação próspera com o Executivo. Tomaremos a iniciativa para manter uma boa relação, vou entrar em contato com o prefeito, vamos visitá-lo institucionalmente, não vou falar que “estamos de braços abertos” por quê isso está fora de moda, mas vamos cumprir com nossas tarefas, chega de atritos, agora é outro momento. Tenho certeza que o prefeito Alcides Bernal vai entender este momento, é um homem inteligente e o que depender da Câmara vamos cumprir com nossas obrigações”, pontuou Rocha.

Articulações
Com a renúncia de Mario Cesar e a eleição de Rocha, o secretário de Governo Paulo Pedra (PDT) se reuniu esta semana com o prefeito Alcides Bernal para definir um líder na Casa. “Minha fala tem que estar alinhada diretamente com a dele então não posso adiantar nada neste momento, vamos conversar e em breve teremos essa definição”, disse Pedra. 

Desde quando retornou ao cargo de prefeito, Bernal não escolheu um representante no Legislativo, o que facilitaria as articulações em projetos de interesse do Executivo. Para saber o resultado da reunião, o secretário de Governo, Paulo Pedra (PDT) foi procurado pelo MS Notícias neste domingo (29), porém até o fechamento desta matéria não retornou as ligações e mensagens por aplicativo de celular.