16 de junho de 2026
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COPA DO MUNDO

Romário, do PL, recebe R$ 46 mil como Senador, mas trabalha na CazéTV

O extremista de direita, integrante da bancada que votou contra o fim da Escala 6x1

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Mesmo trabalhando na CazéTV durante a Copa do Mundo nos EUA por 39 dias, o senador Romário (Romário de Souza Faria, de 60 anos) do Partido Liberal (PL), legenda do pré-candidato a presidência Flávio Bolsonaro, está faturando R$ 46 mil por mês pelo trabalho no legislativo. 

O extremista de direita, integrante da bancada que votou contra o fim da Escala 6x1 — que dará apenas mais um dia de descanso para o trabalhador brasileiro — não apenas não está exercendo seu mandato presencialmente, como trabalha como comentarista numa outra empresa. 

Romário disse que pretende acompanhar as sessões de forma remota e votar pelo aplicativo oficial do Congresso, o Infoleg, enquanto o Senado opera em regime semipresencial.

Diferentemente do trabalhador brasileiro, os senadores no Brasil trabalham em plenário apenas de 8 a 9 dias por mês. Isso é, Romário está faltando a mísera semana que ele deveria trabalhar presencialmente. 

Ainda assim, a equipe de Romário afirmou à imprensa "que não há irregularidade na dinâmica".

Segundo a assessoria, o senador “continuará acompanhando as pautas do Congresso Nacional, exercendo suas funções parlamentares em defesa da população do estado do Rio de Janeiro”, mesmo fora do país.

Romário também sustentou que a função de comentarista esportivo não interfere no mandato.

A justificativa segue a linha da compatibilidade de horários prevista no regimento interno. O gabinete no Rio e em Brasília continua em funcionamento, segundo sua equipe.

O ponto central, no entanto, não é jurídico, é moral. No entanto, parece que a extrema direita brasileira não se importa com isso, já que é liderada por uma família que tentou golpe de estado e parlamentares que atuam contra a soberania brasileira nos EUA.