23 de junho de 2021
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Resenha Política MS

Sem chance, Trad mais uma vez é escanteado por peemedebistas

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A semana na Assembleia Legislativa começou agitada, principalmente devido a presença do ex-governador do Estado, André Puccinelli (PMDB) na Casa, que se reuniu com parlamentares para apresentar valores de convênios. Outro fator que chamou atenção foi o projeto de lei que visa incentivar a aposentadoria dos servidores da Casa.

Visita surpresa: Puccinelli foi até à Assembleia e quase não respondeu às perguntas dos repórteres, que insistiam em saber o real motivo que levou ele à reunião. Com  poucas palavras, o ex-governador disse  que foi informar aos parlamentares que convênios realizados ainda em seu governo para o saneamento em cidades do interior tiveram os recursos liberados, o presente para o Estado é de cerca de R$ 90 milhões.

Aposenta ou não?: Àqueles que aguardam o primeiro concurso da história da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, ele só deverá sair após servidores que já tem o tempo de serviço necessário, deixar a Casa. Para isso, foi apresentado um projeto para esses que não deixam o cargo se aposentar. O projeto é a aposentadoria incentivada.

Engano: Agora, a gafe da semana, se deu sobre um dos temas mais polêmicos que ronda o local, que é uma emenda constitucional  63 de autoria do deputado  Marquinhos Trad (PMDB) que  ode proibir indicação de políticos ao Tribunal de Contas. O que acontece, é que por um “pequeno” descuido a Casa de Leis “promulgou” a emenda, sendo publicadas nos diários oficiais do Estado e do Legislativo. Em nota, a assessoria da Casa de Leis informou que houve o erro.

De fora: Mais uma vez Marquinhos foi deixado de alado pelos peemedebistas que escolheram Eduardo Rocha para integrar pelo partido a Comissão Especial que vai acompanhar os processos contra a Cesp (Companhia Energética do Estado de São Paulo). Sem reunião para definir, Rocha articulou junto a Renato Câmara (suplente na Comissão) e Antonieta Amorin para receber seus votos, e bater Marquinhos, que colocou o nome à disposição. Câmara anunciou o nome de Rocha e pegou Trad de surpresa, que saiu correndo pelos bastidores da sessão em busca de explicações sobre a escolha.

Manifestação: Os parlamentares estaduais, até mesmo os da base da presidente Dilma Rousseff (PT), se mostraram a favor da manifestação que está  programada para o dia 15 na Capital e disseram que irão participar, já que Dilma se elegeu mentindo para a população, ao dizer, durante campanha que questões como energia, gasolina e impostos não teriam aumento.

Ao contrário da Casa de Leis, a semana do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) foi tranquila, já que ele viajou e teve poucas agendas públicas.

Quebra de sigilo: O que chamou atenção foi o ato do tucano de abrir seu sigilo de dados fiscais, o mesmo fez a vice-governadora Rose Modesto e 396 comissionados de seu governo. A medida é uma exigência da Lei do Acesso à Informação.

Cumprimento de promessa: E mais uma vez, Azambuja se reuniu com representantes dos caminhoneiros para debater a redução da alíquota do ICMS do óleo diesel. Mais uma vez, o tucano garantiu que a promessa de campanha será cumprida, e que até abril deverá enviar o projeto para a Assembleia Legislativa. A expectativa é a redução de 5%.