15 de abril de 2021
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RETÓRICA

"Tenho uma vida simples para caramba", disse Flávio Bolsonaro há 7 meses

Vida do filho do presidente mudou rapidamente, já que na última semana adquiriu mansão de R$ 6 milhões

"Tenho uma vida simples para caramba. Não esbanjo nada. Meu modo de vida passa longe de uma pessoa rica. Tenho meu conforto e sempre trabalhei muito para isso”, disse o deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em entrevista ao exclusiva ao jornal O Globo em 5 de agosto de 2020, ocasião em que revelou que seu ex-assessor Fabrício Queiroz pagava suas contas pessoais — na sua versão, com recursos do próprio senador e sem ligação com os depósitos de outros assessores do gabinete na Alerj na conta de Queiroz.

A resposta de Flávio ocorreu em um momento em que era investigado em um inquérito sobre “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio, e o quando o Ministério Público (MP) descobriu que Fabrício Queiroz, que foi seu assessor parlamentar, pagou despesas suas com plano de saúde e mensalidades escolares de filhas.

Apesar de alegar ter uma vida simples, o assessor Flavio acabou sendo criticado até mesmo por aliados, após comprar uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília, quando fala sobre o assunto com interlocutores do governo, o filho do presidente te de antemão já questiona: “Você também acha que eu errei?”.

A compra de uma mansão por R$ 6 milhões por Flávio Bolsonaro despertou críticas entre diversos aliados de Jair Bolsonaro, inclusive dentro do Palácio do Planalto. Em um primeiro momento, eles chegaram a duvidar da compra, dizendo que o senador não seria “maluco” de fazer algo do tipo.

A mansão adquirida pelo filho do presidente

Para aliados do governo, Flávio escolheu “o pior momento” para adquirir o imóvel, pois ganha mais visibilidade quando tenta reverter sua situação na Justiça. 

Hoje (5. março. 21) a defesa de Flávio Bolsonaro protocolou um agravo regimental junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em que questiona a paralisação do julgamento de recursos apresentados pelo senador no caso Queiroz.

Um dos recursos retirados da pauta questiona a inclusão no processo da rachadinha do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que mostrou movimentações atípicas de Fabrício Queiroz. O documento trouxe o senador para o centro das investigações. O outro recurso pede a anulação de todas as decisões de Flávio Itabaiana, juiz da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio que conduziu o caso Queiroz. Se fossem julgados procedentes, os recursos anulariam toda a investigação contra o senador.

O filho de Bolsonaro se defende em vídeo, dizendo que a imprensa distorceu a informação. Veja abaixo: 

*Com informações do O Globo.