21 de abril de 2021
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TRAGÉDIA | VILA ALMEIDA

Achado morto dentro do freezer, menino improvisou banheira e, ou foi eletrocutado ou teve mal súbito

"Posso dizer que é mais uma tragédia, uma fatalidade", concluiu a PC

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A Polícia Civil disse ao G1 que o adolescente de 15 anos achado morto dentro de um freezer na casa da avó, no Vila Almeida, em Campo Grande em 11 de janeiro de 2021, teria improvisado uma banheira tendo enchido o freezer de água até a borda, depois tirou a roupa, entrou no local e pode ter, passado mal ou por choque elétrico, por estar manipulando um notebook, ou teve um mal súbito ou um Acidente Vascular Cerebral (AVC), explicou a delegada Elaine Benicasa.

No dia da morte do jovem, a polícia concluiu que era "um domingo de muito calor" e o menino, conforme relataram os parentes, "era calorento e suava muito". Esta palavra, ainda segundo a delegada, inclusive foi repetida mais de uma vez por testemunhas. No imóvel, os policiais ainda acharam um ventilador ligado e posicionado perto dele.

"Nós analisamos profundamente todas as câmeras, além de juntar provas, exames periciais de local, ouvir testemunhas e investigar até excluir qualquer tipo de crime. As testemunhas são unânimes em dizer que ninguém ouviu nada, inclusive vizinhos do fundo que ficaram ali até tarde conversando. Depois, analisando todo o perfil da vítima, bem como falando com a família, nós excluímos a hipótese de suicídio", explicou Benicasa.

Conforme a delegada, a polícia também soube que a vítima estava fazendo uso de anabolizantes. "Era algo que nem a família sabia, porém tivemos acesso a conversas em que ele negocia, compra e ingere o produto. Outro fato é que excluímos também a possibilidade de abuso sexual, já que ele estava sem o short e isso foi levantado na época", ressaltou.

O freezer, ainda conforme a delegada, estava desligado. "O objeto era ligado somente em momentos festivos mesmo. Perto dele, também apreendemos o celular da vítima, o notebook, uma toalha e uma faca. "Mesmo após 24 horas dos fatos o freezer ainda estava totalmente umedecido, incluindo as borrachas, como se tivesse transbordado mesmo. O corpo da vítima também estava com cabelos úmidos, pés e mãos enrugados, como se tivesse permanecido muito tempo molhado", comentou.

A investigação, dois meses após o ocorrido, está aguardando apenas a chegada dos laudos. "Vamos juntar a documentação pendente e encaminhar ao judiciário o inquérito de morte a esclarecer. Para a família, de alguma forma foi um alívio saber que não houve crime. Posso dizer que é mais uma tragédia, uma fatalidade", finalizou a delegada.

FONTE: (G1 MS)