15 de junho de 2021
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Cocaína engomada em roupa é apreendida em ônibus que saiu de Mato Grosso do Sul

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Na noite de ontem, três mulheres foram presas na rodovia Marechal Rondon, em Araçatuba (interior de SP), com 1,3 tonelada de roupa engomada com cocaína.

De acordo com o Região News, a carga foi entregue para as acusadas em Ponta Porã (MS), de onde seguiram até Campo Grande (MS) e pegaram um ônibus. O destino final da mercadoria era São Paulo.

Os policiais pararam o veículo e, durante revista ao bagageiro, suspeitaram do cheiro que vinha de três pacotes com roupas. Foi então que os policiais usaram um reagente que detecta entorpecentes e ao aplicar o produto, foi constatado que havia cocaína impregnada no tecido das roupas.

Ao ser questionada sobre a droga, a responsável pelas peças afirmou que não sabia da existência do entorpecente. Ela disse ainda aos policiais que recebeu R$ 300 para levar a mercadoria de Ponta Porã (MS), sua cidade natal, até São Paulo, onde ela desembarcaria no terminal rodoviário da Barra Funda. Ela não informou quem forneceu os pacotes com roupas e nem quem os receberia na Capital Paulista.

Horas depois, os policiais abordaram um outro ônibus que fazia a mesma linha e encontraram mais quatro pacotes de roupa, também impregnada com a droga.

De acordo com o boletim de ocorrência, as roupas engomadas com a droga foram produzidas em Ciudad de Leste, no Paraguai, e estavam sendo levadas de Ponta Porã (MS), cidade de origem das autuadas, para São Paulo, dentro de dois ônibus de transporte que faziam a linha Campo Grande (MS) a São José do Rio Preto.

A primeira mulher a levantar a suspeita de tráfico foi uma artesã, de 37 anos. As outras duas autuadas na segunda fiscalização, durante a madrugada, não tiveram as idades fornecidas pela Polícia Civil de Araçatuba, responsável pela prisão. As três foram encaminhadas para a cadeia de General Salgado por crime de tráfico internacional de drogas e descaminho.

Segundo o sargento Edman Silzaky, da Polícia Rodoviária, os dois carregamentos foram feitos pela mesma quadrilha que teria comprado a droga em Ciudad del Este, no Paraguai, para levar à capital paulista. A droga seria retirada pelos traficantes por meio de decantação com outros produtos químicos.

Redação