30 de julho de 2021
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Envolvidos no assassinato de Erlon estão presos e confessaram o crime

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A delegada da Defurv (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos), Maria de Lourdes Cano, concluiu o inquérito policial que apurou a morte do empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, 32, e o roubo do veículo dele nesta semana.

De acordo com ela, o empresário saiu de casa no início da tarde do dia 1º de abril, para mostrar o veículo a um suposto comprador, o Thiago Henrique Ribeiro, 21. O suspeito tinha visto o carro em um anúncio na internet e marcou o encontro na rotatória da Avenida Interlagos, na saída para São Paulo.

Thiago então pediu para a vítima seguir com ele para o Bairro São Jorge da Lagoa com a desculpa de mostrar o veículo para uma tia. No local estavam Rafael Diogo, 23 anos e uma adolescente de 17 anos. A vítima foi levada ao quintal da residência e ficou aguardando o pagamento que, segundo os autores, seria à vista graças a uma herança que eles haviam recebido.

Thiago entrou na casa pegou um revólver e foi até o empresário e efetuou um disparo fatal, que atingiu a cabeça da vítima. Erlon foi arrastado até a fossa séptica que já estava com a tampa aberta. A adolescente limpou o sangue da cadeira com roupas que foram jogadas sobre o corpo do empresário, juntamente com entulhos que existiam no quintal e em seguida a fossa tampada.

Com a prisão de Thiago, buscas foram realizadas na casa onde a adolescente morava. Ela chegou a ser questionada sobre o mau cheiro do lugar e respondeu que havia um cachorro morto na fossa. Após o interrogatório policial, a adolescente e Rafael acabaram apontando o local onde estava o corpo do empresário, que foi localizado pela Polícia Civil no último dia 6 de abril.

As placas que estavam no carro de Erlon, encontrado em uma funilaria no bairro Caiçara, são originais e verdadeiras. Elas foram emitidas por uma empresa terceirizada, que possui credenciamento junto ao Detran/MS (Departamento Estadual de Trânsito), para a prestação desse tipo de serviço. A Defurv vai apresentar autos complementares para apurar quem pediu as placas e quem confeccionou e quem fez a entrega para os acusados.

Redação